machado
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Criação directa Diamantes Gould.

terça, 23/jun/2009, 09:56

Bom dia. Vou iniciar a criação de diamantes de gould e gostaria de saber a melhor forma de o fazer. Há quem diga que o melhor é através do uso de bengalins como amas. Gostava de apostar na criação directa. Agradecia algumas opiniões sobre o melhor processo. Obrigado.

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ferreira
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terça, 23/jun/2009, 14:17

Boa tarde.
Independentemente de uma boa alimentação, independentemente de um bom alojamento, independentemente de serem compativeis, têm que ser impreterivelmente adultos, no minimo 2 anos de idade.

Cumprimentos, Ferreira
http://forumdoferreira.no.sapo.pt/

vladracul
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quarta, 24/jun/2009, 12:54

eu uso bengalins , mas no inico antes conhecer melhor esta raça , eu tentei serem eles a criar os filhos , o que é que acontecia : se eu não estivesse a espreitar continuamente para dentro do ninho , as crias chegavam a nascer e depois eram postas para fora do ninho , se eu estivesse sempre a espreitar para dentro do ninho nem a isso se chegava , os ovos eram postos para fora do ninho .

Agora pensa bem achas que merece o risco de eles abandonarem os filhos já com uma idade mais madura , se por acaso algo os incomodar ? Já viste o que é esperar 1 mês e derrepente eles abandonam as aves já totalmente cobertas de penas . Essas aves são muito temperamentais por tudo e por nada entram na muda da pena , melhor seria com bengalins .

António Duarte
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quinta, 25/jun/2009, 23:49

Boa noite amigo Machado,


eu estou a criar goulds pela 1ª vez :roll: , tenho dois casais a criar directos :lol: , os outros dois casais dei-lhe hipoteses, mas eles simplesmente não alimentavam :cry: , tive que os passar para os bengalins. Agora em relação à criação pelos seus pais ou pelos bengalins, os que são criados pelos próprios pais ,saem maiores e começam a comer mais rápido. E à quem diga que depois de mudar , são mais bonitos que os que são criados pelos bengalins.

Esta é apenas a minha opinião :wink:

Pode consultar o seguinte site www.cobl.no.sapo.pt - depois clique no icon das entrevistas, lá poderá ver a opinião de alguns criadores de exóticos e tirar as suas opiniões.

http://toniduarte.blogspot.com


Saudações amigas - Tóni Duarte - Águeda

machado
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sexta, 26/jun/2009, 11:03

António Duarte Escreveu:Boa noite amigo Machado,


eu estou a criar goulds pela 1ª vez :roll: , tenho dois casais a criar directos :lol: , os outros dois casais dei-lhe hipoteses, mas eles simplesmente não alimentavam :cry: , tive que os passar para os bengalins. Agora em relação à criação pelos seus pais ou pelos bengalins, os que são criados pelos próprios pais ,saem maiores e começam a comer mais rápido. E à quem diga que depois de mudar , são mais bonitos que os que são criados pelos bengalins.

Esta é apenas a minha opinião :wink:

Pode consultar o seguinte site www.cobl.no.sapo.pt - depois clique no icon das entrevistas, lá poderá ver a opinião de alguns criadores de exóticos e tirar as suas opiniões.

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Saudações amigas - Tóni Duarte - Águeda


Obrigado pelos esclarecimentos. Sr. Antonio Duarte por acaso já tinha visto no seu blog que iniciou este ano a criação de goulds, porque tenho o seu blog nos meus favoritos há já algum tempo (vou consultando visto que o senhor é um dos criadores mais conceituados a nivel nacional), porque também crio brancos recessivos. Quanto aos diamantes vou experimentar primeiro a criação directa e em ultimo recurso o uso de bengalins. Mais uma vez obrigado.

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ferreira
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sexta, 26/jun/2009, 11:11

Bom dia António Duarte.
Simplesmente TRETA, o que faz os goulds serem grandes ou pequenos são os genes da mãe (porte e tamanho), o que faz seram mais bonitos são os genes do pai e a alimentação que lhes damos. A diferença entre os próprios e os bengalins é simplesmente no tempo de criação.
Um casal de goulds leva 14 dias a chocar, um casal de bengalins leva 16 dias a chocar os mesmos ovos, um casal de goulds leva 45 dias a criar os filhos até se tornarem independentes, um casal de bengalins leva entre 45 a 55 dias dias a criar os Goulds até serem independentes.

Cumprimentos, Ferreira
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sexta, 26/jun/2009, 11:34

Sr. ferreira, então? lembre-se que isto é 1 forum onde todos nós deveríamos tentar nos esforçar para que isto trabalhe exemplarmente.

Nao é com "ataques" (TRETA) que a sua opinião fica bem formada....

Concordo com o que diz. respeito imenso a sua opinião uma vez que o senhor é 1 expert em diamantes de gould e possuiu alguns anos de experiência nesta matéria.

Mas recordo que não é da forma que agiu que mudou a opinião dos outros.

Por exemplo Acho 1 Absurdo que digam que as Crias que sao criadas pelos bengalins são incapazes de criar os seus própios filhos.

porque se isto fosse verdade, também teriam de dizer que tudo o que é criado á mão é incapaz de procriar com sucesso!!!

Alem disso 1 ave alimentada por 1 ave de espécie ou Sub-espécie diferente não deixa de "aprender" a procriar.

Se formos olhar na natureza Até Existem espécies que depositam seus ovos em ninhos de outras espécies para que sejam alimentados....

Se a teoria de muita gente estivesse correcta. como explicam que 1 ave que NUNCA viu a sua verdadeira MÃE e pai uma vez que torna-se adulta efectua a reprodução da mesma forma que os seus pais?????


Acredito que na mesma espécie haja comportamentos de reprodução diferentes. de tal forma a que alguns casais em alguns criadouros não sejam capazes de reproduzir com as mesmas facilidades e condicoes que os restantes...

tem haver com a sua personalidade. eu acredito no meu caso que o meu casal é 1 bom exemplo disso.

sempre chocou e tira as crias.. como talvez nao possui os alimentos que realmente necessita para dar de alimento ás crias á medida que vao morrendo ela vai depositando no HAll do ninho.

Para a próxima época utilizarei outros alimentos e recursos.

Penso que terei resultados diferentes.

São Opiniões. E estas opiniões sao para ser ouvidas e discutidas, não são para ser atacadas como o Grande Ferreira fez. é lamentável.

Cumprimentos e Boas Criações
Visite o meu Blog, http://ilheudapassarada.blogspot.com/ , espero que gostem do trabalho que tenho vindo a desenvolver.....

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ferreira
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sexta, 26/jun/2009, 12:53

Excelentíssimo Sr.
Do modo como se apresenta e escreve no Fórum vê-se que não é Latino e muito menos português :D.
A palavra treta para vós anglo-saxónicos poderá ser ofensiva, mas para nós tem um significado não ofensivo, do género de dizer que não é verdade em estilo graça, portanto não se ofenda, está em Portugal e no meio de portugueses :D

Cumprimentos, Ferreira
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Pedro121
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sexta, 26/jun/2009, 14:22

ferreira Escreveu:o que faz os goulds serem grandes ou pequenos são os genes da mãe (porte e tamanho), o que faz seram mais bonitos são os genes do pai e a alimentação que lhes damos.
Boas...pois... bem, na minha opinião é uma treta (sem graça) o que diz, mas como em tudo é livre de disse-lo, tirando a questão da alimentação em que tem efectivamente razão, o resto...as fêmeas só transmitem o porte e o tamanho?????? e os machos só transmitem os genes para serem bonitos (essa é alias hilariante), mas enfim como o sol gira á volta da Terra, suponho que tudo é possível. :twisted: :twisted:
Pedro Ramalho

Diogo Ribeiro
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sexta, 26/jun/2009, 15:58

Boa tarde a todos.

Já à algum tempo que não coloco posts neste fórum, mas este assunto é algo da minha área, que me interessa.

Sr Pedro, não há como fazer a experiência e vai ver que efectivamente o Sr Ferreira tem razão...

Experimente pegar em duas fêmeas de porte idêntico e meta com cada uma um macho de porte diferente, um de maior porte e outro de menor e veja os resultados....

Depois faça o inverso, pegue em dois machos de porte igual e meta uma fêmea de porte grande e uma de menor porte e verá que efectivamente as fêmea influenciam mais o porte do que os machos, claro que os machos contribuem, mas não tanto como as fêmeas.

Quanto às marcações faça a mesma experiência e vai ver que os machos influeciam mais a definição das linhas que as fêmeas, mas claro que as fêmeas também dão a sua contribuição.

Quanto a isso das amas e criação própria isso sim é uma grande treta... Vejamos o nosso exemplo, os humanos, um filho de um casal de pessoas altas que seja adoptado por um casal de pessoas mais pequenas não vai ficar pequeno.... Os genes estão lá amigos.... Desde que a alimentação seja idêntica, e claro poucas aves por ninho, eles crescem o mesmo, porque máquinas para alimentar como os bengalins não há.

Mas apesar de tudo eu prefiro a criação directa, e digo vos porquê, em vez de ter um casal de goulds e mais três de bengalins para os criar, prefiro ter quatro casais de goulds. Apenas por isso, mas claro nos casais mais complicados tenho que recorrer a amas.

Mas logicamente respeito a opinião dos outros foristas, nomeadamente a sua.

Cumprimentos
Diogo Ribeiro
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vladracul
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sexta, 26/jun/2009, 19:05

Essa coisa de usar amas secas ou não , só influencia na quantitade de crias que se consegue num ano de um unico casal . Eu tenho um casal de gould que coloca ovos d 6 em 6 dias numa boa mais dia menos dia claro , eu num unico mês tirei para a voadeira 11 diamantes de gould todos filhos do mesmo casal . Se eu fizesse criação directa só tinha 4 crias do mesmo casal . Portanto isso tá no criterio de cada e no espaço para terem muitas gaiolas com bengalins e goulds .

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ferreira
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sexta, 26/jun/2009, 23:05

Boa noite a todos :D
O amigo Pedro parece que queria que eu explicasse a coisa cheia de nove horas :D, como sou prático de decadas e não teórico como o amigo, explico de uma maneira simples para que todos percebam.
Penso que a intervenção do amigo Diogo foi explicita, ou mesmo assim não acredita, se assim for só tem uma coisa a fazer, mêta em prática o que foi escrito pelo amigo Diogo, tão simples quanto isto.

Abraços e cumprimentos a todos, Ferreira

Pedro121
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terça, 07/jul/2009, 12:48

Boas

Em tempos era do conhecimento comum que o Sol girava á volta da Terra, a observação directa parece indicar isso e é uma teoria que está completamente de acordo com o que observamos no dia á dia, durante milénios todos os milhões de seres humanos no planeta terra acreditaram nela, apesar do pequeno inconveniente de que essa teoria está completamente errada! É a terra que gira ao redor do sol e não o contrario, mas pergunto eu, afecta realmente as nossas vidas saber quem gira á volta de quem se os resultados finais são os mesmos? Bem pode até ser que não, pode até ser igual, mas por outro lado pode não ser.

Este é um desses casos, temos duas teorias ambas podem ser usadas para explicarem os factos observados, vamos assumir que só uma está certa, é realmente importante saber qual delas é a verdadeira se ambas aparentemente explicam o que é observado?
Antes de explicar porque é que aparentemente a fêmea condiciona o tamanho das crias, vou só dizer aqui uma pequena coisa acerca do meu passado com criador, embora eu seja principalmente um criador de psitacideos tive uma fase em que criei Goulds SEM AMAS, com efeito durante 7 anos criei com 6 casais sem amas, não vou dizer que tirei muitas crias, não seria verdade mas tive resultados muito aceitáveis nalguns anos com medias de 9-10 aves por casal, também é verdade que tive anos com medias de 2-3 crias por casal, mas o mesmo pode ser dito da maioria das espécies que criei, em todas tive grandes épocas e outras menos boas, talvez nunca chegando ao extremo das 2-3 crias por casal mas 5-6 já me aconteceu até com agapornis roseicollies em anos de grande renovação do plantel.
Este pequeno aparte é só para dizer que eu em tempos fiz algumas experiencias com Goulds

A teoria que indica que cruzando que as crias em tamanho vão sair mais próximas da mãe do que do pai esquece-se o o Gould no estado selvagem apresenta um dimorfismo sexual em termo de peso, ou seja os machos são em media mais pesados que as fêmeas, ou seja são efectivamente maiores (não contado com o filete), ora isso implica o que , que a tendência natural da espécie em relação ao tamanho é apresentar dois picos diferenciados (não esquecer que o tamanho segue uma distribuição normal) consoante o sexo, assim ao acasalarmos uma “boa” fêmea com um bom macho estamos de facto a acasalar uma fêmea que é melhor que o macho em termos de tamanho, ou seja se cruzarmos duas aves de 13 cm, estamos a cruzar um macho médio com uma fêmea acima da media da linha do macho (porque as fêmeas da linha do macho teriam 12 cm), certo? Logo as crias desse cruzamento seguindo a distribuição normal terão tamanhos intermédios mas não em relação ao fenotipo dos progenitores mas sim em relação ao genotipo, ou seja as fêmeas sairão com tamanhos aproximados de 12,5 (atenção que como é obvio os tamanhos usados servem apenas para ilustrar o raciocínio) mas com tendência para os 13, mas mais importante as crias machos saíram com tamanho media de 13,5 ou seja maiores que o pai, já que o genotipo da fêmea empurra os machos para um maior tamanho porque os machos da linha dela teriam 14 cm
Ora isto é tudo muito bonito mas quer dizer o que? A razão porque aparentemente as fêmeas influenciam mais os cruzamentos é porque elas são simplesmente melhores que os machos com que são acasaladas, numa linha estável e fechada não haveria variação e o tamanho das crias seria de acordo com a distribuição normal ou seja 14 para os machos 13 para as fêmeas ou 13 para os machos e 12 para as fêmeas ou algo do género, mas como as linhas de goulds não são de modo nenhum estáveis devido aos cruzamentos efectuados a divergência persiste.

Quanto á questão do desenho é em tudo idêntica ao que se passa nos Mandarins e nos Canários mosaicos e já foi aqui amplamente discutida


Quanto á questão dos Goulds serem mais produtivos com amas…bem é como tudo, o que é de facto verdade é que é possível obter mais goulds por m3 usando amas do que não usando amas, mas inerentemente não á razão para não se tirar 12-15 crias por casal não usando amas.
Pedro Ramalho

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AvilandiaPT
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Selecção em Goulds

quarta, 08/jul/2009, 18:37

Boas,

Apesar de umas curtas férias, e já que por acaso hoje decidi ligar a internet, vou participar neste tema.

A questão inicial era sobre a qualidade das aves criadas com amas. Pela minha experiência com várias espécies com e sem amas, criar sem amas é muito mais interessante. Se as crias saiem melhores ou não, enfim, depende do ponto de vista, mas é o meu método preferido. Mas por experiência própria pode ser muito ingrato, especialmente quando a criação directa não "arranca" e se perdem ninhadas atrás de ninhadas! Por isso entre não ter 10 crias fabulosas criadas pelos pais do primeiro ao último dia ou ter 10 crias mediocres criadas por amas pode ser preferível a segunda hipótese.

Agora se quiserem falar noutra questão, se compensa ou não, já aqui dei a minha opinião. Criar directo é melhor em todos os aspectos quando as coisas correm bem!
Em termos puramente selectivos tem a enorme vantagem de (em teoria) ao tirar mais aves ter maior variabilidade e logo maior potencial de selecção. Além disso tem a enorme vantagem de retirar um factor muito aleatório dessa selecção, a qualidade das amas. Porque se as crias de um casal de excelente genética forem parar a um péssimo casal de amas e sairem "visualmente" menos interessantes possivelmente acabam por não ser escolhidas para criar no ano seguinte porque não pareciam tão boas.

O que o Ferreira disse sobre as fêmeas influenciarem mais o porte e tamanho e os machos mais o desenho e cor também é verdade (na cor é mais discutivel, sobretudo em factores com grande variação ou multi-alélicos como o peito). O que o Pedro disse também e ele explicou porquê, algo que por "experiência" empírica poderia não se perceber mas é assim! Uma fêmea do mesmo tamanho de um macho é realmente, em termos genéticos e estatisticos, de qualidade superior, ou se o quiserem apresenta um maior potencial genético favorável à caracteristica tamanho. Logo a tendencia é que as suas crias sejam melhores nesse factor. Também existem realmente caracteristicas em que o peso da genética trazida da mãe e do pai não são iguais (50-50), algumas caracteristicas são herdadas com maior peso da mãe ou do pai. De qualquer forma não vamos por ai porque ia complicar demasiado a coisa e não conheço dados concretos de estudos em Goulds. O caso dos machos é mais simples, como é que se avalia o desenho de uma fêmea e o impacto que terá nos filhos machos? Ai entramos num segmento já bastante mais avançado da genética que se quiserem discutir bem podemos abrir outro tópico, mas vai ter MUITA conta, estatistica e recolhas de dados pelo meio. Já a intensidade de cor duma fêmea pode ser mais facilmente aferida pois o que estamos a fazer é considerar a concentração e qualidade do pigmentos presentes ou a sua ausência.

Por isso não se chateiem porque o pessoal pode ter razão e estar a olhar para o mesmo assunto de forma diferente (como era o caso).
É que nisto da genética e selecção uma coisa é o facto empírico (que para 99,9% é o que interessa) outra é perceber o porquê dessas observações!

De qualquer forma, voltando à questão inicial, para quem está a começar eu recomendaria começar pelas amas, tirar uns passarinhos e quando estiver mais à vontade então tentar com alguns casais mais "estáveis" a criação directa.

Cumprimentos,
Ricardo M.
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Pedro121
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Re: Selecção em Goulds

quarta, 08/jul/2009, 19:03

AvilandiaPT Escreveu:Boas,

Apesar de umas curtas férias, e já que por acaso hoje decidi ligar a internet, vou participar neste tema.

A questão inicial era sobre a qualidade das aves criadas com amas. Pela minha experiência com várias espécies com e sem amas, criar sem amas é muito mais interessante. Se as crias saiem melhores ou não, enfim, depende do ponto de vista, mas é o meu método preferido. Mas por experiência própria pode ser muito ingrato, especialmente quando a criação directa não "arranca" e se perdem ninhadas atrás de ninhadas! Por isso entre não ter 10 crias fabulosas criadas pelos pais do primeiro ao último dia ou ter 10 crias mediocres criadas por amas pode ser preferível a segunda hipótese.

Agora se quiserem falar noutra questão, se compensa ou não, já aqui dei a minha opinião. Criar directo é melhor em todos os aspectos quando as coisas correm bem!
Em termos puramente selectivos tem a enorme vantagem de (em teoria) ao tirar mais aves ter maior variabilidade e logo maior potencial de selecção. Além disso tem a enorme vantagem de retirar um factor muito aleatório dessa selecção, a qualidade das amas. Porque se as crias de um casal de excelente genética forem parar a um péssimo casal de amas e sairem "visualmente" menos interessantes possivelmente acabam por não ser escolhidas para criar no ano seguinte porque não pareciam tão boas.

O que o Ferreira disse sobre as fêmeas influenciarem mais o porte e tamanho e os machos mais o desenho e cor também é verdade (na cor é mais discutivel, sobretudo em factores com grande variação ou multi-alélicos como o peito). O que o Pedro disse também e ele explicou porquê, algo que por "experiência" empírica poderia não se perceber mas é assim! Uma fêmea do mesmo tamanho de um macho é realmente, em termos genéticos e estatisticos, de qualidade superior, ou se o quiserem apresenta um maior potencial genético favorável à caracteristica tamanho. Logo a tendencia é que as suas crias sejam melhores nesse factor. Também existem realmente caracteristicas em que o peso da genética trazida da mãe e do pai não são iguais (50-50), algumas caracteristicas são herdadas com maior peso da mãe ou do pai. De qualquer forma não vamos por ai porque ia complicar demasiado a coisa e não conheço dados concretos de estudos em Goulds. O caso dos machos é mais simples, como é que se avalia o desenho de uma fêmea e o impacto que terá nos filhos machos? Ai entramos num segmento já bastante mais avançado da genética que se quiserem discutir bem podemos abrir outro tópico, mas vai ter MUITA conta, estatistica e recolhas de dados pelo meio. Já a intensidade de cor duma fêmea pode ser mais facilmente aferida pois o que estamos a fazer é considerar a concentração e qualidade do pigmentos presentes ou a sua ausência.

Por isso não se chateiem porque o pessoal pode ter razão e estar a olhar para o mesmo assunto de forma diferente (como era o caso).
É que nisto da genética e selecção uma coisa é o facto empírico (que para 99,9% é o que interessa) outra é perceber o porquê dessas observações!

De qualquer forma, voltando à questão inicial, para quem está a começar eu recomendaria começar pelas amas, tirar uns passarinhos e quando estiver mais à vontade então tentar com alguns casais mais "estáveis" a criação directa.

Cumprimentos,
Estava a ver que deixavas passar esta. :twisted:
Pedro Ramalho

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