O Consort Preferido.

Frizados, lisos e com poupa, de forma, de desenho, ...

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Mensagempor Joel Couto » quarta, 04/jun/2008, 14:38

Bom tarde,

Penso que tocas-te no ponto onde queria chegar, será que de um mesmo ninho e irmãos podemos ter um Best Corona e respectivamente Best Oposto.
Acho muito difícil, mas é possível… É mais provável se tivermos em conta as palavras do Gião desde que sejam meios irmãos, primos etc.,…
Não nos podemos esquecer que mesmo em criadores com linhas consolidadas sempre falta alguma coisa, e glosters com 100 pontos não existem de momento, ainda mais difícil se torna se entrarmos no campo das cores conforme comentas Bruno. Uma coisa é certa no canaril de criadores de top as necessidades são menos evidentes pois o plantel de uma forma ou outra já é muito equilibrado, e as compensações a fazer serão bem menores.

Mais uma vez a quantidade pode ajudar, por outro lado pode dispersar quem ainda tem poucos conhecimentos.

O gloster consorte realmente é pouco amado, e tenho reparado que nos criadores de Top se passa um pouco o que o Carlos Gião comenta. De serem essencialmente “veículos” para os coronas. Uma vez que o gloster corona bem conseguido é um canário excepcional. Mas não devemos esquecer o parente “pobre” que deu origem a esse gloster corona fantástico.

Eu como criador de glosters tenho um especial carinho pelo glosters consorte, por isso mesmo nunca irei deixá-lo de parte, mesmo que a característica distintiva no gloster seja a coroa. Não sei explicar ao certo mas nutro muito carinho pelos consortes.

Nestes últimos anos tenho dado mais atenção aos coroas, pois sinto que tenho de melhorar muito estes no meu canaril, tarefa árdua mas eu gosto de desafios e espero um dia ter um gloster corona quem sabe Best de alguma exposição.

Carlos não dês ideias… as classes devem ser separadas pois como todos sabemos não podemos criar coronas sem consortes. E assim se deve manter, para bem da ornitologia.

Abraço,

Joel
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Joel Couto
 
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Mensagempor Pedro121 » quarta, 04/jun/2008, 16:31

Joel Couto Escreveu:Bom tarde,

Penso que tocas-te no ponto onde queria chegar, será que de um mesmo ninho e irmãos podemos ter um Best Corona e respectivamente Best Oposto.
Acho muito difícil, mas é possível… É mais provável se tivermos em conta as palavras do Gião desde que sejam meios irmãos, primos etc.,…
l


Em raças do tipo 2 em 1 como os Glosters ou os mosaicos existe muitas vezes a tentação de desenvolver linhas independentes para os dois tipos e não trabalhar a raça como um todo, o problema dai resultante é que deixamos de ter uma raça do tipo 2 em 1 para passarmos a ter uma situação do tipo 4 em 2 mas em que dois dos fenotipos não são de facto aves de exposição, ora isso não me parece nada desejável, é preferível ir pelo caminho mais difícil, mas não provocar o desdobramento.
Pedro Ramalho
Pedro121
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Mensagempor Carlos Gião » quarta, 04/jun/2008, 22:16

Olá
Joel realmente não quero dar ideias...muito menos aquelas que não defendo!!!
Mas defendo um caminho de harmonização entre as duas variedades, onde os consorts super cabeçudos obtidos de forma desinteressante para a raça como um todo não fossem hipervalorizados :idea:
Este ano ao ser ajudante dum Juiz Inglês em Liége (Bélgica) perguntei-lhe porque um corona de que eu gostava particularmente ia embora? A resposta não se fez esperar "too mutch" (demasiado) . Se fizessem isto a alguns consorts... :idea:
Pois é Joel...já estou com ideias...
Cps
Carlos Gião
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Mensagempor Bruno cardoso » quarta, 04/jun/2008, 22:24

Carlos Gião Escreveu:Olá

Agora onde não concordo é que não se possa na mesma linha ter bons consorts e coronas. Por vezes não serão irmãos, mas meios-irmãos, primos,etc.

Cps
Carlos Gião


Ola

Deve ter havido alguma falha de expressao minha ou de interpretaçao do CArlos, no que toca a esta questão.

Eu nao disse que tal nao era possivel. Acho que nao é facil..mas possivel e concordo que realmente existe falta empenho dos criadores no que toca a esse ponto. Não é nada de utopico..bem pelo contrario..existem criadores que ja provaram que tal é possivel.
É preciso é que a linha tenha alguma dimensão. Mas lá está..trabalhando meio irmãos etc...Agora acharmos que um casal pode dar simultaneamente excelentes coronas e consorts, isso apra mim é impossivel..porque os criterios a ter em conta quando se acasala sao diferentes.Agora esta questao nao invalida, que seja possivel pegar num irmão de consort de um campeao corona e obter excelentes aves consorts...desde que se escolha a ave adequada e o acasalmento seja feito para esse fim.


Agora em relaçao a menosprezarem os consorts.. Quer os criadores, quer os juizes. Na minha opinião a verdade é que um consort é bastante mais dificil de julgar.. ou dito de outro modo, bastante mais subjectivo, as diferenças são menos notórias e nesse aspecto, talvez seja mais fácil identificar um corona que realmetne se saliente...já nos consorts..é complicado de vislumbrar tao nitidamente esse destacamento.

Já agora aproveito para dar a minha opiniao sobre aquilo que eu tenho procurado e pretendo fazer e que acaba por ser muito semelhante ao trabalho desenvolvido pelo Gião. EStablecer uma linha que me permita ter simultaneamente coronas e consorts de qualidade. Mas tenho noçao que é mais dificil que optar por apenas uma das duas opções e que terei que ter um numero de casais, bastante razoavel. Como ja disse..noto uma maior dificuldade em obter melhores coronas..Em relaçao aos consorts, tenho procurado fazer as coisas de modo a nao prejudicar os coronas.. nao tenho andado a cruzar consort concort..nem a fazer cruzamentos que realmente poderiam potenciar os consorts, mas que me prejudicariam os coronas.. Ainda nao tenho o que quero..mas a coisa está a ser feita por fases..eliminando os principais defeitos passo a passo. ..Os resultados não são tao imediatos, mas recuso-me a inserir aves duvidosas na linha..ainda que ja tenha feito experiencias e veja que consigo passaros melhores( consorts), se inserir algumas "bombas relogio" no plantel. eh eh Mas as mesmas experiencias tambem me mostraram que essas mesmas aves, no segundo e terceiro ano, só davam coronas com defeito ou sem qq interesse e inclusivé a qualidade dos consorts nao conseguia establecer-se. Nao me arrependo de ter feito as experiencias..a conclusao é a que acabei de referir. Nao inseri nada dessas experiencias, na linha que vinha a tentar desnvolver..e cá continuo a fazer as minhas experiencias..Mas nem que uma ave dessas seja best..a inserirei na linha principal. Primeiro tenho que lhe fazer quarentena durante uns anos. Eh Eh

Cumpmts
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Mensagempor Carlos Gião » sexta, 06/jun/2008, 15:10

Eu em relação ao plantel faço exactamente isso... na linhagem principal só entra quem já deu provas...experiências ficam à parte.
O que pensam sobre o que abordei anteriormente de os consorts super cabeçudos não serem hipervalorizados por esse facto?
Isso não nos condena a prazo às duas linhagens? Não deveria ser uma ave mais equilibrada? O "too mutch" não se aplica aos consorts?
Cps
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Mensagempor Bruno cardoso » sexta, 06/jun/2008, 23:14

Carlos Gião Escreveu: O que pensam sobre o que abordei anteriormente de os consorts super cabeçudos não serem hipervalorizados por esse facto?

Isso não nos condena a prazo às duas linhagens? Não deveria ser uma ave mais equilibrada? O "too mutch" não se aplica aos consorts?
Cps
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Hipervalorizar consorts super cabeçudos..é um erro, claro. Seria o mesmo que hipervalorizar cabeças de alfinete..A grande diferença é que estes ultimos esteticamente nao sao apreciados.Eh eh
A questao que me parece colocar-se é que um consort consegue aguentar uma cabeça maior que um corona e permanecer estetiacmente interessante e ate harmonioso... Mas claro que ambos têm o seu limite.
Neste seguimento eu entendo que se acabem por permitir consorts de cabeça mais exagerada que um corona..mas como disse tudo tem um limite..Quando existe realmente cabeça hiper exagerada, não tenho duvidas...a ave deveria ser excluida e não vencer, como por vezes poderá acontecer.

Em relaçao à segunda pergunta: Isso depende muito de como as coisas evoluirem..se partirmos do pressuposto de que realmente a maioria dos juizes previlegia esse tipo de consort, aí concordo que com uma só linha..é muito complicado de conseguir ter excelentes consorts e coronas, para vencer em ambas. O principal argumento que me salta à vista é o de que, quem é médio ou ate fraco em coronas, consegue por vezes tirar primeiros lugares em consorts..Ora isto talvez queira dizer algo!


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Mensagempor Carlos Gião » quinta, 12/jun/2008, 10:27

Olá
Penso que na maioria dos julgamentos que assisti esse problema, não existe...de forma sistemática ( Portugal, Bélgica...). Só,talvez em Ítália...as coisas tendam um pouco ao limite.
Cps
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O consort Preferido

Mensagempor Joel Couto » quinta, 12/jun/2008, 17:55

Boa tarde colegas

"O que pensam sobre o que abordei anteriormente de os consorts super cabeçudos não serem hipervalorizados por esse facto?

Isso não nos condena a prazo às duas linhagens? Não deveria ser uma ave mais equilibrada? O "too mutch" não se aplica aos consorts?"

A super valorização é dos cabeçudos e das grandes coronas é algo que ainda não está bem defenido na mente dos criadores e possívelmente até mesmo no dos juízes. enso que glosters com grandes cabeças deveriam ser penalizados e coronas em que praticamente não se verifica o bico igualmente. Como o Carlos diz "too much" é algo que deveriamos ter em conta, mas porque será que temos a tendência para extremos.

Nos consortes procuramos grandes cabeças nos coronas grandes coroas, talvez a razão seja não haver a coragem de desclassificar essas aves?

Pois se a tendência for criar glosters Top "too much" só o conseguiremos na minha humilde opinião ao seleccionar e criando em duas linhas separadas.

Abraço,

Joel[/code]
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Re: O Consort Preferido.

Mensagempor Carlos Gião » segunda, 26/Oct/2009, 11:58

Olá

Volto a este tema, porque constatei que na Expo Além Tejo deste fim de semana,o criador do Best Corona, fez 2º Best Consort, e o criador do Best Consort, fez 2º Best Corona...

Cumprimentos e bons concursos

Carlos Gião
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