Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

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Moderador: Armando Moreira

Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor Rcastanheira » sexta, 13/dez/2013, 13:02

O satine transportará essas cores. É isso?
Rcastanheira
 
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Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor pedroleitao » sexta, 13/dez/2013, 18:13

AvilandiaPT Escreveu:Olá,


Pedro, estás a assumir que a relação alélica ou intra-génica é a mesma no caso dos híbridos. Não é regra que assim seja uma vez que são conhecidos vários genes diferentes com a forma de actuação semelhante. Dai que em situações de hibridismo surjam muitas vezes fenótipos intermédios.

A imagem do hibrido de verdelhão x branco dominante é um exemplo disso. Seria tecnicamente um "azul", como a imagem mostra. Mas neste caso manifesta ainda lipocromo amarelo na asa, o que provavelmente indica que esta característica está sob comando independente de outro loci no verdelhão, não sendo afectada pelo branco dominante. Sendo uma das manifestações do dimorfismo sexual na espécie é muito provável que seja o caso. Mas digo provável porque não passa disso, uma hipótese. Aliás, que coincide com o que referes no caso dos híbridos de pintassilgo.

O caso do satiné é um pouco mais complexo, uma vez que envolve combinação por crossing-over do castanho + ágata. Dai que se comporte como uma mutação única quando, na verdade, não é.

NOTA: (Estava a reler isto e acho que convém esclarecer só uma situação. Na verdade o crossing-over não ocorre directamente neste caso. É o que dá escrever à pressa... A combinação em si de castanho+ágata é o que se chama isabel. Existem dúvidas se o satinet está em ligação muito próxima com estes ou se, por outro lado, inserido numa série alélica com os factores de oxidação (por também surgir nos "negros" e nos diluidos, o que poderia indicar hetero-alelismo). De qualquer forma, comporta-se como mutação isolada em termos se transmissão mas convém ter noção que nem sempre a genética mendeliana responde a tudo.)

Cumps.

muito bem, sim estou a assumir, que seja a mesma como na propria especie, e claro existem casos que não, mas o mais geral é que predomine o gene dominante, mesmo que esta caracteristica nao exista no outro individuo.
tal como a caracteristica lipocromica do proprio pintassilgo, branco amarelo e vermelho que nao se identifica o amarelo no canário, sendo o vermelho a meu ver a parte mosaica do canario, por através do cruzamento de mosaicas, as femeas hibridas mostrarem muitas vezes a mascara da canaria mosaica reduzida à linha do olho.

No caso do pintassilgo branco ou albino, estes nao são totalmente brancos, (pelo menos até que, porque caso surja uma mutação q desligue a côr amarela das asas, ou a propria mascara).
caso se cruze um pintassilgo albino com canaria albina, se o proprio pintassilgo nao esconde a parte amarela da asa, a meu ver será uma caracteristica identica à do verdelhao, e dominante. portanto muito dificil de aparecer oculta na ave.

já o chamariz mais aparentado com o canario, no seu cruzamento hibrido com uma canaria, consegue ter uma ave totalmente azul, isto porque a linha amarela nao existe, tal como nos canarios.
Cumptos, Pedro Leitão

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Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor pedroleitao » sexta, 13/dez/2013, 18:23

AvilandiaPT Escreveu:Olá,

imaginem uma canaria que tem um gene q desliga a cor melanica, mas esta cor continua presente (genotipo), apesar de nao mostrar (fenotipo).
Se cruzar com um pintassilgo melanico, mesmo que seja daqueles de mutacao muito tenue satine ou agatas etc. a cor do hibrido vai activar o gene da cor melanica


Pedro, estás a assumir que a relação alélica ou intra-génica é a mesma no caso dos híbridos. Não é regra que assim seja uma vez que são conhecidos vários genes diferentes com a forma de actuação semelhante. Dai que em situações de hibridismo surjam muitas vezes fenótipos intermédios.

A imagem do hibrido de verdelhão x branco dominante é um exemplo disso. Seria tecnicamente um "azul", como a imagem mostra. Mas neste caso manifesta ainda lipocromo amarelo na asa, o que provavelmente indica que esta característica está sob comando independente de outro loci no verdelhão, não sendo afectada pelo branco dominante. Sendo uma das manifestações do dimorfismo sexual na espécie é muito provável que seja o caso. Mas digo provável porque não passa disso, uma hipótese. Aliás, que coincide com o que referes no caso dos híbridos de pintassilgo.

O caso do satiné é um pouco mais complexo, uma vez que envolve combinação por crossing-over do castanho + ágata. Dai que se comporte como uma mutação única quando, na verdade, não é.

NOTA: (Estava a reler isto e acho que convém esclarecer só uma situação. Na verdade o crossing-over não ocorre directamente neste caso. É o que dá escrever à pressa... A combinação em si de castanho+ágata é o que se chama isabel. Existem dúvidas se o satinet está em ligação muito próxima com estes ou se, por outro lado, inserido numa série alélica com os factores de oxidação (por também surgir nos "negros" e nos diluidos, o que poderia indicar hetero-alelismo). De qualquer forma, comporta-se como mutação isolada em termos se transmissão mas convém ter noção que nem sempre a genética mendeliana responde a tudo.)

Cumps.

No caso do Satiné, concordo com tudo o que disseste (Ricardo não é?), mas o que tento aqui transmitir não é uma conversa de Genética Aplicada, porque muitas pessoas se perdem e desistem do tema.

Portanto tratei a mutação Satiné como uma Mutação, porque quando um Canário macho Satiné a Transmite, logicamente transmite um conjunto de Mutações, ou seja, (Castanho, Ágata, Satiné).
Se o pintassilgo transmitir da mesma forma, teremos, regra geral, uma ave Satiné, claro que os genes do pintassilgo poderão se transmitir de maneira diferente, uns podem ser Autossomaticos numa especie, noutra ligados ao sexo, e noutra dependentes de outro gene que só exista naquela especie.

Mas vou explicar isto tudo a pessoas que muitas vezes nem a propria mutação duma especie sabem como se transmite?
a ideia é ficarem a saber com a maior simplicidade possivel.
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Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor Rcastanheira » sexta, 13/dez/2013, 23:35

Eu nao quero desistir.. pelo contrario. Quero aprender cada vez mais... pq isto é um assunto muuto do meu agrado. Sim. É ricardo.
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Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor Rcastanheira » quarta, 18/dez/2013, 19:21

Pedro sei que por vezes.. para voçes.. que estao num nivel completamente dfrente do pessoal do forum, fica chato estarem sempre a falar do mesmo.mas eu falo por mim.. nao queria que parasses de ajudar o pessoal.
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Re: Fenotipo / Genotipo nos híbridos: Como se gera a cor?

Mensagempor pedroleitao » quinta, 19/dez/2013, 13:11

Rcastanheira Escreveu:Eu nao quero desistir.. pelo contrario. Quero aprender cada vez mais... pq isto é um assunto muuto do meu agrado. Sim. É ricardo.

Ricardo a mensagem acima referia-se ao Ricardo da Avilandia. mas para ti é bom que não desistas, existem muitos criadores e bons criadores, que nao conhecem quase nada de genetica, mas que por experiencia sabem muita coisa e tiram exemplares campeões.
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