IV Festival de Observação de Aves de Sagres, 4 a 6 out. 2013

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Moderador: pedro376h

IV Festival de Observação de Aves de Sagres, 4 a 6 out. 2013

Mensagempor joseveiga » terça, 17/set/2013, 00:19

A pedido da SPEA:

Website: http://birdwatchingsagres.com/
Data: 4 a 6 de Outubro
Local: Sagres, concelho de Vila do Bispo

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Sagres – um destino obrigatório para os birdwatchers e todos os amantes da natureza

O maior evento dedicado às aves em Portugal, apresenta nos dias 4, 5 e 6 de outubro a sua IV edição com algumas novidades, das quais se destaca uma maior diversidade de atividades.

Embora o foco deste evento sejam sempre as aves, este ano estão também previstas saídas de campo e mini-cursos sobre outros temas como astronomia, cogumelos, borboletas noturnas, tubarões, entre outros.

As inscrições no festival estão abertas deste 2 de setembro, e é expectável que muitas atividades esgotem rapidamente.

Durante os dias do festival os participantes poderão participar em diversas iniciativas, como saídas de campo, passeios de barco, ações de monitorização de aves com especialistas, palestras temáticas, mini-cursos, jogos, atividades de educação ambiental, momentos de convívio, entre muitas outras.
As atividades irão animar a Vila de Sagres durante o primeiro fim de semana de outubro, no concelho de Vila do Bispo e irão estar dispersas por diversos locais para dar a conhecer a riqueza natural do território.
Destaca-se também a vertente de dinamização económica deste festival, que envolve uma série de agentes locais como alojamentos, restauração e empresas de animação turística e fotografia. Estas entidades unem-se durante os dias do festival para bem receber os participantes, oferecendo preços especiais, entre outras vantagens.

A península de Sagres e a sua importância para as aves planadoras

Ornitologicamente, o fenómeno mais relevante da península de Sagres é a migração pós-nupcial. Devido à sua localização geográfica, a área regista uma elevada abundância e diversidade de aves migradoras, de agosto a novembro, principalmente planadoras e passeriformes, que deixam os seus territórios de nidificação europeus a caminho de áreas de invernada na África subsariana. As linhas de costa e vales adjacentes encaminham-nas para a península de Sagres, onde se congregam, podendo utilizá-la como ponto de paragem. Daqui podem seguir para Este ao longo da costa sul, presumivelmente até Gibraltar, ou tentar a travessia de cerca de 400 kms de mar, até ao continente africano. Constitui também uma importante zona de passagem de aves marinhas em trânsito entre o Atlântico e Mediterrâneo.

As aves planadoras que aparecem em Sagres são sobretudo aves juvenis ou imaturas que podem formar bandos de dezenas ou mesmo centenas de indivíduos, por vezes de várias espécies, circulando nas correntes térmicas ascendentes. Muitas das aves que aqui ocorrem poderão igualmente estar a efetuar movimentos dispersivos. As espécies presentes em maior número são o Grifo Gyps fulvus, a águia-calçada Aquila pennata, a águia cobreira Circaetus gallicus, e a águia-de-asa-redonda Buteo-buteo. Seguem-se o búteo-vespeiro Pernis apivorus, o milhafre-preto Milvus migrans, o gavião Accipiter nisus, o britango Neophron percnopterus, e a cegonha-preta Ciconia nigra. É também regular a ocorrência de algumas aves de rapina menos comuns como o Grifo-pedrês Gyps rueppellii, a águia-imperial Aquila adalberti, ou o falcão-da-raínha Falco eleonorae. Já foram registadas raridades como o tartaranhão-pálido Circus macrouros, ou o falcão-de-pés-vermelhos Falco verpertinus.

As aves de Sagres

Integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Sagres alberga espécies únicas na região e é palco de um fenómeno natural que neste sítio assume particular relevância: a migração outonal de aves planadoras.

De agosto a novembro, esta zona torna-se no principal corredor migratório do país para cegonhas, águias, abutres, gaviões, falcões, etc., sendo possível observar praticamente todas as espécies de aves planadoras que ocorrem em Portugal, bem como algumas raridades. Algumas das que mais interesse despertam nos aficionados das espécies raras, são a águia-real (Aquila chrysaetus), a águia-imperial (Aquila adalbertii), o abutre-negro (Aegypius monachus) e o falcão-da-rainha (Falco eleonorae). Entre as espécies mais abundantes, destaque para a águia-calçada (Aquila pennata), a águia-cobreira (Circaetus gallicus), o gavião (Accipiter nisus), a águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) e o grifo (Gyps fulvus). Em menor número mas com passagem regular, destaque para a cegonha-preta (Ciconia nigra), o abutre-do-egito (Neophron percnopterus), o falcão-abelheiro (Pernis apivorus), o milhafre-preto (Milvus migrans), o tartaranhão-caçador (Circus pygargus) e o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus). Ao nível das corujas também é possível observar migradores em passagem, como o bufo-pequeno (Asio otus) e o mocho-pequeno-de-orelhas (Otus scops).

Sagres é um local igualmente interessante para observar outros grupos de aves, nomeadamente marinhas, estepárias, passeriformes, entre outras. Nas aves marinhas, refira-se a passagem de milhares de gansos-patola (Morus bassanus) e de centenas de pardelas-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) e pardelas-baleares (Puffinus mauretanicus). É ainda frequente a observação de moleiro-grande (Stercorarius skua).

Quanto às estepárias, a importância de Sagres justifica-se por ainda se manterem aí ativos muitos campos cerealíferos, pousios e pastagens para gado. Destaque para o sisão (Tetrax tetrax), para a petinha-dos-campos (Anthus campestris) ou para o alcaravão (Burhinus oedicnemus). Nos matos circundantes ocorrem diversas felosas, com particular importância para a felosa-do-mato (Sylvia undata) e a felosa-tomilheira (Sylvia conspicillata).

Por fim, uma referência a espécies que todos os anos são observadas com relativa facilidade na zona de Sagres, nos matagais e bosques em torno da vila: Torcicolo (Jynx torquilla), felosa-de-bonelli (Phylloscopus bonelli), papa-figos (Oriolus oriolus) e sombria (Emberiza hortulana).

Uma ave que não é migradora mas que merece lugar de destaque é a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax). Esta espécie extinguiu-se localmente em vários pontos do país mas resiste ainda em Sagres, sendo facilmente observada junto ao Cabo de São Vicente. Nesta região continuam a manter-se boas condições ecológicas para este corvídeo mas a tendência não deixa de ser de regressão.

Inscrições

As incrições deverão ser efetuadas através do formulário (http://birdwatchingsagres.com/programa/) do site ou por telefone (ver contactos no programa online).


Promotores e organização

» Os promotores são a Câmara Municipal de Vila do Bispo e a Associação Vicentina e a organização é da SPEA e da Almargem.
» O IV Festival de Observação de Aves de Sagres conta com cofinanciamento PRODER e insere-se no projeto ‘Um Outro Algarve’, promovido pela Vicentina, numa cooperação interterritorial com as associações Terras do Baixo Guadiana e In Loco.

Programa e mais informações em http://www.birdwatchingsagres.com
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