Ornitologia Portuguesa

Precisa de opiniões ou conhecer resultados de criadores? Participe - crie a sua sondagem!

Moderador: Armando Moreira

Qual acha que deveria ser o esquema da Ornitologia Portuguesa?

O esquema actual?
1
3%
A integração da FOCIP na COM-P?
2
5%
A extinção das 3 federações e a criação de uma única e um único orgão de Juizes?
35
92%
 
Total de votos : 38

Federações e afins...

Mensagempor AvilandiaPT » quarta, 07/mar/2007, 23:50

Olá a todos,

Bem, já lá vão uns meses de fórum e só agora aparece o eterno debate sobre as federações e estado actual das instituções ornitológicas...
Não está mal, mostra no minimo que pelo menos algumas pessoas ainda se interessam mais com passarinhos que com politicas, e ainda bem!

De qualquer forma, aqui fica um opinião e alguns esclarecimentos adicionais.

Para se perceber a história, importa esclarecer algumas coisas. E usando as siglas que o Luis indicoum aqui fica.

- A COM é um organismo/associação mundial que se a memória não me falha inclui 37/38 paises. De cada um desses paises, admite filição de UMA e UMA SÓ entidade, como representantes ornitológica desse pais. NÃO É A AUTORIDADE MÁXIMA a nivel mundial de ornitologia nem nada que se pareça. É uma associação internacional sim, com o mérito, reconhecimento e representatividade que lhe são devidos, mas existem dezenas de outras entidades de âmbito mundial, em moldes semelhantes ou não.

- De qualquer forma, Portugal é um dos paises membros da COM e por isso participa nos seus eventos, segue as suas regras e indicações, etc, etc... Isto não obriga a que todos tenhamos que o fazer, ao estarmos inseridos nesse sistema/hierarquia implica que aceitamos essa forma de funcionamento. Por vezes acho que algumas pessoas subvertem esta ordem natural das coisas!

- Como a COM apenas aceita um representante nacional por pais, em cada pais existe um associação que assume a filiação na COM e através da qual são mantidas as relações ornitológicas entre esse pais e a COM.

- Em Portugal quase desde sempre existiram duas federações. A FOSIP e a FONP, anteriomente designadas por Associações, depois por federações. Antes destas por algum tempo a AAP assumiu essa função como o Luis poderá explicar mais detalhadamente. A existência de mais do que uma federação não é exclusiva de Portugal, embora no nosso caso se deva a uma eterna e incompreensivel "guerra" norte-sul...

- A par destas Federações (e em parte anterior a isto) existe o CPJO, que incluia todos os juizes nacionais de ornitofilia e aspirantes a juiz. Este organismo sempre teve gestão autónoma e independente.

- Devido a divisões (novamente norte-sul) no CPJO, foi criado um movimento de separação do CPJO que levantou um processo de exclusão de um grupo de juizes que pretendeu sair deste organismo para constituir, dentro da FONP um outro colégio de juizes. Algumas pessoas levantaram forte oposição à ideia de existir um colégio de juizes associado a uma federação e declararam esses juizes (alguns internacionais) como "excluidos", alargando esse estatuto a todos os criadores FONP e excluindo da COM-P a propria FONP.

- Estando fora da COM-P os criadores FONP estariam fora da COM e, portanto, impedidos de participar nos eventos deste entidade, incluindo o campeonato mundial COM. Esta disputa foi longa (cerca de um ano) e só terminou com intervenção directa da COM (mais que tardia diga-se de passagem...). Daqui foi decidido/interpretado que as federações tinham se o entendessem direito aos seus colégios de juizes e que o CPJO ficaria na mesma forma independente.

- Como parte das hostilidades, ambas as federações abandonam o "pacto regional" que dividia a área geográfica de cada uma e se tornam nacionais. Mudando as respectivas designação para FONP - Federação Ornitológica Nacional Portuguesa e FPO - Federação Portuguesa de Ornitologia.

- A normal alternância dos campeonatos nacionais entre organizações de clubes de ambas as federações também é abandonada quando é decidido que os criadores FONP não podem participar num nacional organizado pela FOSIP. Em resposta, a FONP organiza um campeonato nacional simultâneo e paralelo. (situação que se manteve durante dois anos!!!)

- Não fazendo juizos sobre se foi bem ou mal seguida a decisão da COM, "dada razão" à pretensão da FONP de ter o seu Colégio de Juizes interno (actual CNJ), os mesmos que se haviam oposto a essa ideia, decidem então iniciar o mesmo processo dentro da então FOSIP (actual FPO), formando o seu colégio federativo (actual CJO).

- Nesta situação, os juizes que optam por permanecer no CPJO, são forçados e pressionados a aceitar pertencer a um dos novos colégios, sendo considerados "inaptos" sem legitimidade para realizar julgamentos. Esta situação culmina com a recusa de julgamento no nacional do Cartaxo

- Dada a falta de juizes em ambos os colégios, assiste-se a um processo de recruta e formação "instantânea" tanto de aspirantes como juizes. Partindo do grupo de juizes que permanecem no CPJO, entendendo que esta entidade deve manter a sua independência e de um grupo de clubes da FPO é tentada uma alteração dos estatutos da FPO numa Assembleia Geral, que é considerada " um golpe de estado".

- Depois de confirmada a impossibilidade de mudança das coisas, um grupo de clubes abandona a FPO e em conjunto com clubes recém formados (BOP, NOP, e CPE) constituem a FOCIP. A esta federação aderem alguns outros clubes nacionais.

- Dada os rumores e evidência de formação de uma 3ª federação, FONP e FPO, em "pacto de governo" criam critérios de adesão restritivos para admissão de novas federações à COM-P impedindo e retardando a adesão da FOCIP. (o processo pode ser seguido cronologicamente na página da focip).

- De entre as exigências contam-se a existência de 10 clubes e 1000 sócios, sendo que, curiosamente, clubes que anteriormente sempre pretenceram à FPO passam agora a ser considerados "ilegais" ou "inexistentes" para feitos desta contagem

- Durante este tempo, é realizada uma campanha constante e continua junto dos clubes e criadores da FOCIP, considerando as anilhas da FOCIP "ilegais", e os seus criadores como "inexistentes", sendo publicitado e afirmado publicamente, antes de concluido o processo de adesão que a FOCIP nunca seria aceite na COM-P. Entretanto um dos clubes membro abandona a FOCIP e integra a FONP.

- A FOCIP considerando ter cumprido as exigências para adesão à COM-P, e alegando má-fé na condução do processo de adesão, recorre à intervenção da COM, ao abrigo dos estatutos desta, solicitando a admissão directa excepcional pelo periodo de 1 ano, de forma a garantir os direitos dos seus criadores de participarem em competições internacionais.

- A COM reconhece a admissão da FOCIP ao abrigo dos estatutos. Como resultado, os criadores da FOCIP participam na Exposição Internacional de Barcelos em Novembro de 2006.

- FONP e FPO, recusam a participação de criadores da FOCIP no Nacional de Leiria, limitando as inscrições a anilhas FONP e FPO, embora, estranhamente, alguns criadores sejam autorizados a participar com anilhas FOCIP, depois de filiados em clubes FPO/FONP...

- FOCIP organiza, um campeonato aberto a todos os criadores nacionais, FOCIP, FONP ou FPO, em data diferente do "nacional" de Leiria.

Basicamente, para quem está a leste, esta foi a história da coisa.
Para que não restem dúvidas, e apesar de me ter limitado a recordar o desenrolar das coisas nos ultimos 3-4 anos com pouco da minha opinião pessoal!

- Sou desde 2002 membro do CPJO;
- sou sócio de clubes em todas as 3 federações;
- fundador do CPE
- fundador da FOCIP
- membro da direcção da FOCIP.

Já fui também membro da direcção da FOSIP (actual FPO), e secretário geral da COM-P, cargo que aliás desempenhava quando se deu a separação do CPJO e tentativa de expulsão/erradicação de alguns juizes OMJ, à qual sempre me opus, por entender que em NADA beneficiava Portugal no plano ornitológico.
Nunca concordei com a formação de vários colégios embora sempre tenha admitido reconhecer o direito de outros a fazê-lo.
Nunca achei que fizesse qualquer sentido termos mais do que uma federação.
Nunca achei que fizesse qualquer sentido mantermos uma COM-P para efeitos unicamente estatutários, sem qualquer funcionalidade ou fundamento/produtividade prática.
Sempre fui critico a postura/actuação do próprio CPJO e de várias institutições ornitológicas nacionais.

A partir daqui, que cada um faça a sua interpretação e comente ou acrescente o que entender ser mais correcto.

Cumprimentos,
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Mensagempor Sérgio Quintaneiro » quinta, 08/mar/2007, 01:55

Luis Francisco Escreveu:FOCIP - Federação Ornitologica Continental Insular Portuguesa, esta encontra-se aceite na COM e não na COM-P por razões de burocracias quintaneiras.



Luís, podes definir burocracias QUINTANEIRAS?? :D
Um abraço

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Ornitologia Portuguesa

Mensagempor Luis Francisco » quinta, 08/mar/2007, 12:15

Bom dia

Caro Sergio Quintaneiro, é obvio que o termo QUINTANEIRAS em nada tem a ver com o seu nome é meramente um termo empregue e no seguimento de quintas e quintarolas.
Relativamente ás questões colocadas pelo meu amigo Ricardo Pereira noto no seu essencial que vai ao encontro daquilo que eu disse e daquilo que é a minha linha de pensamento.
É claro que eu não fui exaustivo na explicação do funcionamento dos organismos existentes nem daquilo que eu considero, que posso chamar e tenho duvidas de qual o termo a empregar se é "A MISÉRIA DA ORNITOLOGIA ou A ORNITOLOGIA DA MISÉRIA", porque as coisas não podem não devem continuar assim a bem de todos e quem sofre são sempre os mesmos, os menos esclarecidos, os mais distantes e os menos mexidos.
Que se promova um amplo debate nacional e porque não utilizar um metodo novo que é REFRENDAR pelos criadores registados qual o modelo desejado para a Ornitologia Portuguesa visto as pessoas não se entenderem e de forma a impedir que perante novas zangas se criem mais organismos logo mais quintas e quintarolas.

Cordiais saudações

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Mensagempor Sérgio Quintaneiro » quinta, 08/mar/2007, 13:12

Caro Sergio Quintaneiro, é obvio que o termo QUINTANEIRAS em nada tem a ver com o seu nome é meramente um termo empregue e no seguimento de quintas e quintarolas.


Luis, não precisamos de tratar-nos por senhor (penso eu)
Não levei a mal, até porque interpretei como uma expressão local e, como tal, não a tomei como ofensa. Foi mais um pouco para animar a discussão :)

Relativamente a questão essencial, não é com esta sondagem que se vão alterar as regras actuais, mas penso que poderá (e deverá) servir para ver a opinião das pessoas (até porque são as pessoas que fazem os clubes e os clubes fazem os orgãos federativos, ou seja, as pessoas fazem os orgãos federativos) e pode servir como mote para que as federações na pessoa dos seus membros resolvam sentar-se a mesa para discutir (serenamente) a possibilidade de acabar com a situação ilógica (na minha opinião) de termos várias federações (correndo inclusive o risco de eu amanha chatear-me com alguem, arranjar um grupo de amigos e criar a minha própria federação)

Isto como referendo não funciona, até porque teria que ter no máximo 49,99% de abstenção (caso não esteja enganado, apesar de que, mesmo estando enganado, estamos em Portugal e para o resultado ser vinculativo, não tem de ter os 50,01% de votantes inscritos a votar impostos pela lei) :lol:
Mas penso que poderá funcionar como uma chamada consulta popular, onde se todos (ou quase todos) estivermos insatisfeitos e pretendermos mudar, é sinal de que algo vai mal no reino da passarada (sem valor perjorativo, esta denominação)
Editado pela última vez por Sérgio Quintaneiro em quinta, 08/mar/2007, 19:39, num total de 1 vez.
Um abraço

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Mensagempor Pedro121 » quinta, 08/mar/2007, 19:23

Ricardo

“- A normal alternância dos campeonatos nacionais entre organizações de clubes de ambas as federações também é abandonada quando é decidido que os criadores FONP não podem participar num nacional organizado pela FOSIP. Em resposta, a FONP organiza um campeonato nacional simultâneo e paralelo. (situação que se manteve durante dois anos!!!)”

Aqui, permite-me uma pequena correcção, quando foi da cissão o campeonato nacional era para ser na Povoa de Varzim e organizado pela FONP, como a FOSIP não reconheceu/aceitou este nacional organizou ela um nacional paralelo em Beja, só no ano seguinte é que no nacional do Cartaxo é que a Fosip toma a decisão de impedir a participação da Fonp levando esta a organizar o seu nacional.

Fazendo minhas as palavras do Ricardo

Nunca concordei com a formação de vários colégios embora sempre tenha reconhecido que as federações e os clubes tem o direito de ter as suas estruturas de juízes e diga-se de terem as suas exposições ajuizadas por quem bem entenderem.
Nunca achei que fizesse qualquer sentido termos mais do que uma federação como é obvio, é só olhar para a confusão actual para ver o porque.
Nunca achei que fizesse qualquer sentido mantermos uma COM-P para efeitos unicamente estatutários, sem qualquer funcionalidade ou fundamento/produtividade prática, porque ter estruturas para inglês ver é o absurdo nacional..
Sempre fui contestatário á postura/actuação do próprio CPJO e das várias instituições ornitológicas nacionais.
Pedro Ramalho
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Mensagempor Dolfo » quinta, 08/mar/2007, 21:02

Boas,

Ricardo, obrigado pelo historial, isso de facto para quem está a leste ajuda a melhor compreender como se chegou à situação actual e a ter uma melhor visão da evolução dos acontecimentos.

Já agora, pelos resultados da sondagem parece-me que a esmagadora maioria dos que votaram está de acordo que isto vai mal no mundo da ornitologia nacional e que è preciso mudar as coisas!
Não faço a mínima ideia se è sintomático do que pensam a maioria dos criadores nacionais, mas pelo menos já me parece ser um sinal.

E como me parece que a maioria dos que aqui se têm exprimido até se conhecem entre si e para além disso alguns de vós têm cargos de direcção nos diferentes organismos hoje existentes, porque não sentarem-se à mesa e para bem de todos e sobretudo da ornitologia nacional resolverem as coisas como cavalheiros de uma vez por todas?

È só uma sugestão mas parece-me que è tempo de alguém arregaçar as mangas e deitar mãos à obra!

Os melhores cumprimentos,

Dolfo
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Mensagempor Joao Vargas » sexta, 09/mar/2007, 15:47

Gostaria de aproveitar a actualidade do tema, para aqui deixar também a minha opinião.
Subscrevo as palavras do Ricardo e concordo plenamente com o Pedro, ou seja, acho que não faz qualquer sentido, a existência de 3 federações e 3 colegios de juizes, com todas as consequências que advêm desse facto.
Acho inclusivé que o modelo já aqui referido da columbofilia, seria um bom modelo a seguir, modelo esse idêntico, em quase todas as modalidades desportivas.
Penso aliás, que a esmagadora dos criadores portugueses não concordam com a actual estrutura da ornitologia nacional, como esta pequena sondagem o demonstra, preferindo eles certamente a união, à separação.
O problema a meu ver, passa um pouco, por aquele velho ditado, " ... dividir p'ra reinar" e é o que infelizmente, vamos presenciando nas actuais estruturas representativas desta actividade.
A meu ver, o problema passa por meia duzia de pessoas que se mantêm em cargos de direcção de algumas dessas instituições e que se revêem no modelo actual, umas vezes, como forma de obterem algum protagonismo, outras por desavenças pessoais com outros dirigentes.

Cumpts,
João Vargas
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Mensagempor PaulojpFernandes » sexta, 09/mar/2007, 16:32

8) Olá a todos,

permitam-me fazer uma breve apresentação, para aqueles que não me conhecem:

sou o Paulo de Peniche, já fui director do COPeniche durante vários mandatos, fiz parte também durante 3 mandatos dos corpos da direcção da FOSIP como secretário da Assembleia Geral e secretário do Concelho Fiscal FPO, desde 2000 que fiz parte do CPJO e desde 2005 que pertenço ao CJO.

Sou como a grande maioria dos criadores de "passarinhos" contra toda e qualquer separação (seja norte/sul, seja dos mais espertos/menos espertos), como aqui já foi referido por alguns colegas, alguns com cargos federativos outros com cargos directivos em seus clubes, esta "guerra" não é nova, pelo menos desde à 15 anos que ando nisto já assim estava e piorou.

Noutro tema atrás penso que era "Federações/clubes/criadores", este tema já tinha sido debatido, penso que nunca será de mais fazer o que tiver ao nosso alcance para tentar unir a família da ornitologia (apesar das nossas diferenças)

Penso que o Vargas resumiu da melhor maneira o principal problema da ornitologia:
O problema a meu ver, passa um pouco, por aquele velho ditado, " ... dividir p'ra reinar" e é o que infelizmente, vamos presenciando nas actuais estruturas representativas desta actividade.
A meu ver, o problema passa por meia duzia de pessoas que se mantêm em cargos de direcção de algumas dessas instituições e que se revêem no modelo actual, umas vezes, como forma de obterem algum protagonismo, outras por desavenças pessoais com outros dirigentes.


Tal como no "outro" tópico permitam-me para terminar citar um trecho de uma nota de abertura (aquelas que ninguém lê) de um catálogo de classificações do COPeniche2003 da autoria do Prf. Tavares.

" A ornitologia, a nível nacional, atravessa profunda crise. Esta coisa dos passarinhos atingiu já tal desenvolvimento técnico (e tecnológico), assumiu já tal relevo e impacto que interesses diversos e opostos se entrechocam. Emergem, então, as vaidades, as ambições pessoais, os interesses comerciais...E quando, assim é, estala de imedeato o verniz. Aqueles princípios chalhem-lhes ingénuos , até há bem pouco considerados sagrados, metem-se na gaveta, empunham-se as armas e...vamos a isto, que se faz tarde. A arraia miúda que se lixe.
Olhem todos, mas todos, para a VIDA e para as lições que dela podemos colher. Prefiro, de longe, o tormento e a dor de uma crise às águas estagnadas de um charco podre e fétido. Ela (a crise)pode e deve ser,tem de ser, oportunidade para curar.

É PRECISO APENAS ... BOM SENSO."
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Mensagempor Gaspar_mrb » sábado, 10/mar/2007, 18:04

Boas Tardes....

Visto já ter sido abordado o tema da realização do Mundial de 2010 em Portugal, aproveito para tentar esclarecer uma questão...
Uma vez que existem três Federações, como tem sido até aqui debatido, e o Mundial é organizadao pela FPO, haverá alguma possibilidade de não se poder participar no mundial com pássaros anilhados com anilhas de outras Federações?
Ou talvez, perguntando de outra forma, basta que uma anilha seja do tamanho adequado à ave, do ano respectivo e que seja anilha do criador, independentemente se o criador é associado do clube A da Federação X ou do Clube B da Federeção Y???

Saudações Ornitológicas
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Mensagempor ajsilva » terça, 13/mar/2007, 23:35

Em relação à participação no mundial com anilhas que não da FPO, julgo que a melhor resposta que pode ser dada, foi o facto de os criadores da FOCIP (que por vontade da FONP e FPO não teriam participado no internacional do atlantico) terem forçosamente de ser aceites por imposição da COMundial.

Em Portugal, como pais da republica das bananas que é, é que se podem cometer todo o tipo de atrocidades, como querer excluir criadores do seio da ornitologia portuguesa. No entanto numa prova sob a égide da COM o galo pia diferente.
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Mensagempor Dolfo » quinta, 15/mar/2007, 16:49

Bom dia,

Uma questão/dúvida que vem no seguimento deste tema, è se faz sentido hoje para quem não está inscrito em nenhum clube ou associação, inscrever-se, tendo em conta a actual situação da ornitologia nacional, com todas estas divergências e a existência das 3 Federações. (Já nem sei ao certo se são 3 ou 4, pois não percebo muito bem qual è afinal o papel da COM-P nisto tudo, se è também 1 Federação ou não!)

Ou seja, cada clube tem que estar inscrito numa das Federações, certo?
Não sei se è possível um clube estar filiado em mais do que uma Federação! Creio è que por alguns exemplos acima mencionados um criador pode estar inscrito em vários clubes, cada 1 deles pertencente eventualmente a 1 Federação diferente!

Assim sendo, um criador ao inscrever-se num clube, quer queira quer não, quer goste quer não, quer simpatize com as posições da direcção de tal ou tal Federação ou não, quer ache todas estas divisões um disparate completo ou não, ainda assim, dependendo do clube em que se inscreve passa também a pertencer à Federação em que o dito clube está filiado, certo? Com as eventuais consequências/restrições que isso possa acarretar, como por exemplo 1 campeonato organizado por uma outra Federação, em que áquela em que o seu clube está filiado não seja permitido participar!

Isto faz sentido?!

Pergunto isto porque no meu caso não estou inscrito como criador em nenhum clube e até tinha pensado fazê-lo, pelo menos até ter conhecimento do estado em que isto da ornitologia nacional se encontra.
Agora, francamento hesito! Valerá a pena?

Cumprimentos,

Dolfo
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Mensagempor Luis Francisco » quinta, 15/mar/2007, 17:03

Amigo Dolfo

Sou dirigente da AAP (Associação dos Avicultores de Portugal) clube mais antigo do Pais e teria todo o gosto em o receber nesta grande associação como associado, como também teria todo o gosto em poder contar consigo para colaborar no elenco da AAP e garanto-lhe que iria tirar um curso intensivo de conhecimento geral sobre a ornitologia porque há coisas que só participando nelas é que se conhecem.
Por fim não é obrigatório um clube pertencer a uma federação mas os seus associados tem que ter consciencia que não poderam participar em eventos oficiais em termos ornitologicos, são opções dos dirigentes e seus filiados temos que eu me recorde o exemplo do clube de Evora.

Um abraço e um até breve

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Mensagempor Dolfo » quinta, 15/mar/2007, 18:17

Bom dia caro amigo Luis Francisco,

Desde já lhe agradeço o convite.

Já tinha percebido, consultando o vosso site, que o Luis Francisco è dirigente da AAP :)

Confesso que até já tenho uma proposta de adesão para sócio da AAP, que me foi dada há uns tempos por 1 comerciante duma loja de animais que me recomendou a sua Associação.
Diga-se de passagem que antes de ter conhecimento do estado actual da ornitologia, até já liguei para a AAP 2 ou 3 vezes, mas nunca ninguém me atendeu! Entretanto já ouvi a mensagem do gravador e parece que só funciona ás terças e quintas das 19h ás 22h, se não me engano, mas ainda não me foi possível ligar nessa altura.
Era mais para obter uma ou outra informação suplementar, e sobretudo para tentar perceber como funciona a Associação, porque de facto tudo o que è preciso para alguém se fazer sócio está na Proposta de Admissão e também no vosso site.
Mas 1 dia destes provávelmente contacto-o por email, para o endereço que vem na Proposta.

Já agora, a AAP está filiada em qual das Federações? È que no vosso site vejo entre outros, links para a FONP, mas também para a APO e para a COM-P e COM.

Cumprimentos,

Dolfo
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Mensagempor Luis Francisco » quinta, 15/mar/2007, 19:01

Caro amigo Dolfo

Agradeço a sua disponibilidade e vontade de aderir a esta grande associação.
Relativamente á questão de qual a federação informo o meu amigo que a Federação á qual a AAP pertence é a FPO ex-FOSIP, o facto de no site da AAP ter varios link´s de outras federações é que em primeiro lugar não somos sectários e em segundo lugar estamos na ornitologia para a servir e todos os seus adpetos e não nos servir-mos dela para fins promocionais.

Um abraço amigo e até breve

LUIS FRANCISCO
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Mensagempor Dolfo » quinta, 15/mar/2007, 19:14

Caro amigo Luis Francisco,

Muito obrigado pelos esclarecimentos adicionais.
Sobre os links faz todo o sentido e ainda bem que assim è.

Cumprimentos,

Dolfo
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