O problema da consanguinidade ou endogamia é o mesmo do já abordado noutro tópico àcerca do hibridismo: é o da biodiversidade e o da sua preservação.
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O objectivo da consanguinidade é simples: fixar determinado caracter recessivo que se verifique numa família, no estado homozigótico, criando assim uma linha estável a partir de dois indivíduos aparentados (inbreeding).
Contudo esta técnica tanto fixa a qualidade que nos chamou a atenção (tamanho, porte, cor, desenho, etc.) , como também fixa qualquer outro caracter defeituoso recessivo que exista no genoma desses indivíduos; no fundo pode revelar a existência de taras recessivas, que pela sua raridade numa se tenham expressado fenotipicamente.
O outro problema da consanguinidade é a “depressão de consanguinidade”, que não é mais que uma redução de uma aptidão numa dada população, como resultado de cruzamentos entre indivíduos relacionados: cruzamentos consanguineos resulta em que características deletérias recessivas se manifestem com o aparecimento de indivíduos pouco aptos... (surge diminuição no porte do animal, diminuição na capacidade reprodutiva, etc..)
O abuso da consanguinidade conduz a um impasse evolutivo quase sempre.
A consanguinidade, ou o seu abuso, conduz sempre a um empobrecimento genético!!! Mas ainda a um aumento de exemplares mais fracos, a uma diminuição da prolificidade... etc..
Tanto nos podemos querer aproximar de um standard quanto podemos estar a entrar num impasse evolutivo e acabar com esse mesmo standard (isto é um exagero! Ou talvez não: existem standards extintos, nomeadamente nos canários).
Para quê a consanguinidade? (se ela acaba com a biodiversidade genética de uma população?)
(não quero ferir susceptibilidades a bem da diversidade de opiniões)
Se calhar pode não ser correcto usar a endogamia com o objectivo de um criador atingir um standard e a sua recompensa?!?!
Por certo é mais fácil de aceitar a endogamia no hibridismo com o propósito de conseguir passar determinado caracter de uma espécie para outra.
Em qualquer dos casos SEMPRE:
- o menor número de vezes possível,
- por quem o saiba fazer
- e tenha consciência de todos estes riscos.