jose neto
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consanguidade

Olá amigos

Gostava de saber o que acham os foristas sobre acasalamentos consanguíneos.

Já agora, como se fazem esses processos de acasalar canários?
Nuno Monteiro
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Acasalamentos consanguineos

Bom dia a todos, os acasalamentos consanguineos que mais utilizo são pai x filha, mãe x filho, avô x neta e avó x neto, mas também já fiz tio x sobrinha, tia x sobrinho, etc, etc, mas os que mensionei são aqueles que obtive melhores resultados . Acho fundamental este tipo de acasalamentos para nos apoximar-mos do standard exigido. Só a titulo de curiosidade: na minha equipa que foi campeã do mundo no ultimo mundial, 3 aves das 4 são filhas de acasalamentos consanguineos. Vale o que vale.



Um Abraço

Nuno Monteiro

Juiz de canarios de cor
Um Abraço

Nuno Monteiro
Juiz O.M.J. canarios de cor
JFranco
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Viva!

Sempre pensei que a consanguinidade fosse de evitar, excepto em casos muito pontuais, mas sou um leigo absoluto nestas matérias.

Cumprimentos,

João Franco
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AvilandiaPT
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Consanguinidade

João,

A consanguinidade tem vários problemas/riscos mas não é o bicho mau que fazem do assunto. Quando bem usada é muito útil, sobretudo para aves de exposição, já de grande qualidade.

De uma forma geral, apenas deve estar nos planos de quem quer manter uma linha própria e evançar num certo sentido para aperfeiçoar os seus exemplares. Mas isso também não quer dizer que as aves consanguineas é que são boas. Não é arranjando umas aves na loja da esquina e deixando que criem em consanguinidade que se criam campeões!! Só faz sentido quando estamos a trabalhar com aves já de qualidade considerável, caso contrário faz mais sentido ir primeiro comprar bom pois provavelmente consegue-se mais rapidamente avançar em qualidade.

É útil porque permite fixar a variedade de um conjunto de individuos e criar aves cada vez mais semelhantes (do standard se seleccionarmos bem!). Tem riscos porque também concentra problemas e defeitos que possam existir nessas aves, sendo mais provável que os passem à descendência.
O problema não está na consanguinidade pois é muito simples de desfazer e, na pior das hipóteses, se criar problemas é nas crias, não "estraga" os reprodutores - havendo problemas nas crias basta mudar o casal e, em principio, está resolvido. O mais complicado é quando se fecha durante muito tempo e todas as aves que temos acabam por ser muito relacionadas.

Mas mais importante que pensar na consanguinidade como primeira opção é escolher um esquema de selecção minimamente estável.

Cumprimentos,
Ricardo M.
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JFranco
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Viva!

Muito obrigado pela resposta, é realmente um assunto bastante complexo para um pequeníssimo amador como eu. A questão também passa por ser difícil a um amador identificar um standard e mesmo identificar boas aves quando pretende adquirir reprodutores.

Cumprimentos,

João Franco.
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Zé Carlos Ferreira
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O problema da consanguinidade ou endogamia é o mesmo do já abordado noutro tópico àcerca do hibridismo: é o da biodiversidade e o da sua preservação.
viewtopic.php?t=3170
O objectivo da consanguinidade é simples: fixar determinado caracter recessivo que se verifique numa família, no estado homozigótico, criando assim uma linha estável a partir de dois indivíduos aparentados (inbreeding).
Contudo esta técnica tanto fixa a qualidade que nos chamou a atenção (tamanho, porte, cor, desenho, etc.) , como também fixa qualquer outro caracter defeituoso recessivo que exista no genoma desses indivíduos; no fundo pode revelar a existência de taras recessivas, que pela sua raridade numa se tenham expressado fenotipicamente.
O outro problema da consanguinidade é a “depressão de consanguinidade”, que não é mais que uma redução de uma aptidão numa dada população, como resultado de cruzamentos entre indivíduos relacionados: cruzamentos consanguineos resulta em que características deletérias recessivas se manifestem com o aparecimento de indivíduos pouco aptos... (surge diminuição no porte do animal, diminuição na capacidade reprodutiva, etc..)

O abuso da consanguinidade conduz a um impasse evolutivo quase sempre.
A consanguinidade, ou o seu abuso, conduz sempre a um empobrecimento genético!!! Mas ainda a um aumento de exemplares mais fracos, a uma diminuição da prolificidade... etc..

Tanto nos podemos querer aproximar de um standard quanto podemos estar a entrar num impasse evolutivo e acabar com esse mesmo standard (isto é um exagero! Ou talvez não: existem standards extintos, nomeadamente nos canários).
Para quê a consanguinidade? (se ela acaba com a biodiversidade genética de uma população?)
(não quero ferir susceptibilidades a bem da diversidade de opiniões)
Se calhar pode não ser correcto usar a endogamia com o objectivo de um criador atingir um standard e a sua recompensa?!?!
Por certo é mais fácil de aceitar a endogamia no hibridismo com o propósito de conseguir passar determinado caracter de uma espécie para outra.
Em qualquer dos casos SEMPRE:
- o menor número de vezes possível,
- por quem o saiba fazer
- e tenha consciência de todos estes riscos.
Cumprimentos

José Carlos Ferreira
STAM 848J


Associado nº 50 da Associação Ornitófila do Reguengo, PORTALEGRE
baleiatr
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Registado: sexta, 17/dez/2010, 22:03

Re: consanguidade

Olá a todos! foi com muito prazer que descobri este forum.

Apesar de ser novo por aqui já vi uma série significativa de tópicos e...

Fantástico! Estão todos de Parabens!

Este tópico, em particular, chamou-me a atenção-

O que

O macho do meu casal de aratingas canicularis, tem uma pequena mancha laranja perto na parte posterior dos olhos. QUnado nascer uma cria fêmea com essa caracteristica, devo tentar cruza-la com o pai????

Ou caso nasça um casal, devo acasala-los entre si????

Cumprimentos NUNO BAleia

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