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portadores

Boa noite

Gostava de saber se os gloster ligados ao sexo(castanho,agata,pastel,isabela) podem ser portadores de outros factores ou não e se são as únicas mutações que não podem ser portadores?

abraços
Pedro121
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Bem, os macho podem ser portadores de qualquer mutação ligada ao sexo recessiva, e ambos os sexos podem ser portadores de qualquer mutação recessiva autosómica
Pedro Ramalho
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As femeas nunca podem ser portadoras,sao sempre da cor que é visivel e nunca portadoras...
Mas já me esclareceram essa duvida,e os gloster ligados ao sexo nunca podem ser portadores seja de que mutação for.
Mas obrigado na mesma. :wink:

cumps
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AvilandiaPT
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Genética e portadores

Olá,
As femeas nunca podem ser portadoras,sao sempre da cor que é visivel e nunca portadoras...
Vai aqui alguma confusão...

As fêmeas não podem ser portadoras de mutações ligadas ao sexo, mas podem ser portadoras de mutações autossómicas. Da mesma forma, os machos podem ser portadores de mutações recessivas ligadas ao sexo e também de autossómicas.

E isto pode acontecer ao mesmo tempo, na mesma ave...

Uma fêmea pode ser castanha, mas portadora de outro factor recessivo autossómico. O mesmo com machos, pode ser portador ao mesmo tempo de um factor ligado ao sexo e outro autossómico.
Iclusivé os machos podem ser portadores de mais que um factor (seja ele ligado ao sexo ou recessivo) e as fêmeas podem ser portadoras de vários factores recessivos (obviamente apenas autossómicos).

Imagina que numa espécie existem 2 mutações recessivas ligadas ao sexo (A e B independentes) e 10 mutações recessivas autossómicas (independentes). Uma fêmea pode ser mutação A ou B e portadora de qualquer uma das 10 recessivas ou até de todas (Se forem independentes).
A forma como se combinam e manifestam em combinação é outra questão, mas em termos genéticos podem ser portadoras.

Não estou dentro da nomenclatura dos canários, que aliás é uma confusão pegada, mas para responder à tua pergunta, uma fêmea deste tipo pode ser portadora de todas as mutações recessivas autossómicas (excepto se algumas forem alelos e em casos de ligação absoluta)
Não apenas em canários gloster, mas em qualquer ave.

Cumprimentos,
Ricardo M.
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Pedro121
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Subscrevendo o que o Ricardo disse, vou só dar um exemplo pratico tu podes ter uma fêmea canela portadora por exemplo de fundo branco recessivo (azul) já que o azul é recessivo autossomico.

A questão que tens que perceber é que á dois tipos de mutações, as ligadas ao sexo e as não ligadas ao sexo(autosomicas) ou seja as que ocorrem nos cromossomas sexuais e as que ocorrem nos outros.
Nas que ocorrem nos sexuais as fêmeas não podem ser portadoras porque só tem um cromossoma são XY (na realidade nas aves são ZW mas para o caso não interessa) e no Y não existem genes activos, ora o macho é XX logo pode ter dois alelos do gene e portanto já pode ser portador
Mas nos autosomicos ambos os sexos tem dois cromosomas (pares) logo tanto a fêmea como o macho podem ser portadores das mutações que forem recessivas

Na pratica uma fêmea pode portar tantas mutações recessivas quantas as existirem desde que não sejam alelos
Pedro Ramalho
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PaulojpFernandes
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Portação-genética

8) Olá a todos,

Eu sei que o que aqui vou colocar ainda vai fazer um bocado mais de confusão ao reduto mas em todo o caso aqui vai:

O Homem tem 46 cromossomas (23 pares)...
O canário tem 18 cromossomas (9 pares de Macrossomas)...dos quais um par é o par de cromossomas sexual e os restantes oito pares são Autossomas...

Os cromossomas localizam-se nos núcleos das células...

Os genes ligados ao sexo são os genes localizados nos cromossomas sexuais...

Os genes livres são os genes que estão localizados nos Autossomas...

Existem ainda os genes ligados que são os genes localizados nos mesmos cromossomas...

No canário existe Homogametia no par de cromossomas sexuais do macho (ZZ)...

No macho cada carecter ligado ao sexo é determinado por dois alelos (um em cada cromossoma Z)...

Nos machos se os dois alelos ligados aos cromossomas sexuais forem diferentes, um macho pode ser portador de um determinado caracter...

Nos canários existe Heterogametia nos pares de cromossomas da femea (ZW) e o cromossoma W da femea é considerado genéticamente vazio...

Na femea o mesmo caracter ligado ao sexo é determinado por um unico alelo, pois só possui um cromossoma Z ( o W é considerado vazio)...

Daí que nas femeas as caracteristicas ligadas ao sexo ou se manifestam visivelmente ou não existem...

Conclusão:
As femeas não podem ser portadoras de caracteristicas ligadas ao sexo. Ou são ou não são...

Como disse o Ricardo e bem existem dois tipos de mutações:

1- As ligadas ao sexo
2- As Autossomicas ou Livres

Dentro de cada uma delas temos as Dominantes e as Recessivas, ou seja:

1- Ligadas ao sexo

Dominantes
- Os Negros em relação aos castanhos, ágatas e Isabeis
- Os Castanhos em relação aos Isabeis
- Os Ágatas em relação aos Isabeis...

Recessivos
- Os Castanhos, ágatas e Isabeis em relação aos negros
- Os ágatas em relação aos negros
- Os Isabeis em relação aos castanhos e aos ágatas...

2- Autossomicas ou Livres

Dominantes
-Branco dominante
Domina o amarelo, vermelho e branco recessivo
-Amarelo - domina o branco recessivo
-Intenso -Domina o nevado

Recessivos
-Branco recessivo (Azul)
-Ino-Albinos, lutinos e rubinos
-Faeo
-Opala
-Topazio
-Eumo
-Onix

Resta esclarecer que as leis de Mendel apenas se aplicam aos Autossomicos ou Livres, não se aplicam aos caracteres ligados ao sexo...

Saudações
Última edição por PaulojpFernandes em sexta, 07/set/2007, 22:43, editado 2 vezes no total.
Paulo Jorge
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Obrigado pelas vossas excelentes respostas.

Um pouco confuso,mas depois de ler mais atentamente la consegui perceber minimamente.Isto agora só com a pratica se começa a perceber melhor,por isso mesmo é que estou ansioso de adquirir os meus 2 casais de gloster... :D


cumprimentos e + uma vez obrigado
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PaulojpFernandes
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Cruzamentos

Olá a todos,

Se ajudar em alguma coisa aqui vai:
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Saudações
Paulo Jorge
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Sempre é + uma ajuda... :wink:

Obrigado PaulojpFernades. :wink:
Sempre que tiver duvidas já sei a quem recorrer.(se não houver problemas) :P


abraços
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PaulojpFernandes
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Genética

8) Olá a todos,

Boas reduto
Sempre que tiver duvidas já sei a quem recorrer.(se não houver problemas)
Claro que não há problema algum, afinal é para isso e não só que aqui estamos todos...para nos ajudar-mos uns aos outros :wink:

Saudações
Paulo Jorge
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Genética - Parte II (um bocado mais a sério)

Paulo,

Nos esquemas que mostraste exemplificas um dos problemas básicos com a genética de canários: trabalhar combinações/linhas como mutações.
A interpretação correcta deste esquema tem que ser feita tendo em atenção que as aves iniciais (macho e fêmea) são mutadas (negro - ligado ao sexo dominante segundo indicaste), logo obviamente estas sempre a trabalhar na série negra. Mas sendo ligado ao sexo dominante como garantes se as aves são factor simples ou duplo? É que isso faz diferença na leitura da combinação, pois caso o macho seja factor simples será na mesma negro mas pode originar fêmeas que não sejam negras... (receberiam o cromossoma Z "limpo" do macho e o W da fêmea)
Ou assumem sempre que todos os factores dominantes são letais? Nesse caso a tabela estaria errada já que depreza essa diferença.

Outras questões:
Resta esclarecer que as leis de Mendel apenas se aplicam aos Autossomicos ou Livres, não se aplicam aos caracteres ligados ao sexo...
Não concordo contigo, penso que percebo o que queres dizer, mas não é bem verdade. As regras de mendel continuam a ser válidas, têm é que ser aplicadas de outra forma. È perfeitamente possivel prever cruzamentos de mutações ligadas ao sexo pela genética mendeliana básica. O que não pode ser feito por esta via são situações de recombinação.
1- Ligadas ao sexo

Dominantes
- Os Negros em relação aos castanhos, ágatas e Isabeis
- Os Castanhos em relação aos Isabeis
- Os Ágatas em relação aos Isabeis...

Recessivos
- Os Castanhos, ágatas e Isabeis em relação aos negros
- Os ágatas em relação aos negros
- Os Isabeis em relação aos castanhos e aos ágatas...
Parece-me que estas relações se aplicam mais a questões alélicas...
Como funcionam em relação ao verde (fenótipo selvagem)?

Não quero com isto estar a complicar a dúvida inicial que espero esteja minimamente esclarecida. Talvez seja boa ideia mudar isto para outro tópico a partir daqui porque me parece que irá dar pano para mangas!
-Branco dominante
Domina o amarelo, vermelho e branco recessivo
E em relação ao verde??
O branco será uma ausência de lipocromo (neste caso o amarelo presente nas aves verdes), o vermelho é um modificação do lipocromo logo será sempre tratado da mesma forma, já a relação branco dominante/recessivo será possivelmente mais complexa (interacção entre genes diferentes um com o outro?)
-Ino-Albinos, lutinos e rubinos
São mutações independentes? Como distingues um albino de um branco lutino? O rubino não é uma combinação?
Vamos lá ver se é desta que eu percebo a genética de canários :wink:

Cumprimentos,
Ricardo M.
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Genética

8) Olá a todos,

Ricardo ainda te vou ver a criar canários :lol:

Sem ter instrução academica que me de um suporte para entrar em debate contigo vou tentar responder com a aprendisagem que tive ao longo dos anos na criação de canários e mais tarde entrando para o colégio e que me forneceram alguns artigos de outros nossos colegas, que na altura era o que existia...
São mutações independentes? Como distingues um albino de um branco lutino? O rubino não é uma combinação?

Nos canários chama-mos a
Albinos - Brancos de olhos vermelhos
Lutinos - Amarelos de olhos vermelhos
Rubinos - Vermelhos de olhos vermelhos

Logo se um albino é um branco de olhos vermelhos facilmente se distingue de um Lutino, porque não existe branco lutino...
O rubino como o albino e o lutino são aves com uma determinada caracteristica ou factor neste caso o factor ino que é os olhos vermelos...
Parece-me que estas relações se aplicam mais a questões alélicas...
Como funcionam em relação ao verde (fenótipo selvagem)?
Sem duvida, os alelos são o par de genes correspondente ao mesmo caracter e situados no mesmo Locus em cada um dos cromossomas homologos.
Os cromossomas de cada celula são semelhantes e correspondentes dois a dois pares de cromossomas Homologos...
Cada gene ocupa uma posição precisa num cromossoma, é o seu Locus
Num geral cada caracter depende de dois genes situados no mesmo Locus em cromossomas Homologos
Daí que quando os dois genes que determinam o caracter são identicos nos respectivos cromossomas homologos o canário diz-se homozigotico ou puro em relação a esse mesmo caracter, quando são diferentes diz-se que é heterozigotico ou "portador de"

Tem que se compreender que as cores melanicas resultam da combinação de dois factores melanina/lipocromo
Verde-negro/amarelo
Azul-negro/branco

No caso do porte chama-mos verdes aos canários que são nem mais nem menos os negros amarelos na maioria dos casos sem as devidas oxidações quase que obrigatória nos Lisard, e chama-mos Azul ao negro branco

No caso dos verdes em relação ao branco é um factor co-dominante neste caso Autossomica ou livre, o azul reforça o negro e enfraquece o castanho estamos na preseça de um factor de Reflexão também chamado Refracção ou factor optico acentuando-se mais nos intensos...
Ou seja se acasalas um canário verde com um branco vais ter Azuis...

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Quanto as combinações que ilustrei tentei colocar já aves mutadas no inicio porque o reduto assim vai fazer os casais e era mais uma meneira de lhe ilustrar o resultado dessa combinação...

Quanto ás leis de Mendel foi realmente a formação que recebi...
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Paulo Jorge
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Genética Parte II - (quando chegar a parte III fujam...)

Paulo,

Já estou a perceber qual é a questão e é precisamente essa a minha dúvida de fundo com a genética de canários... Aliás se te lembras já discutimos aqui o que era afinal um canário amarelo, eu e o Pedro temos debatido essa questão várias vezes e continuamos um bocado na mesma porque o amarelo não é, muito possivelmente, aquilo que o pessoal dos canários pensa a nivel genético...

Mas vamos por partes.
Quanto ás leis de Mendel foi realmente a formação que recebi...
Por isso tive o cuidado de referir que eu percebo qual a tua leitura e vou tentar explicar a minha.
Quando Mendel realizou as suas observações sobre genética (na verdade não é bem genética, mas mais herediteriedade) analisou apenas os caracteres autossómicos. Aliás na altura dificilmente teria sido capaz de perceber o que causa o sexo como sendo uam diferença num par especifico de cromossomas. Por isso as leis que fez foram APENAS para estes factores. Mas curiosamente aplicam-se também aos sexuais. A segregação continua a existir (o par separa-se à mesma para formar gâmetas, é passado apenas um desse par em cada gâmeta, etc...) Por isso PODES aplicar os mesmos principios para perceber como funciona a transmissão de caracteres ligados ao sexo, trabalhando da mesma forma. A leitura é que depois é diferente porque no caso das fêmeas uma das possibilidades é sempre "vazia".
Mas a transmissão em si pode ser "calculada" da mesma forma, o que vai ajudar em muito os principiantes nestas coisas!

A sorte do Mendel foi ter olhado para caracteres independentes autossómicos, senão nenhuma das leis funcionava.
Hoje em dia a genética mendeliana só se usa a um nivel MUITO simples porque já se concluiu que pouca coisa funciona por a+b = ab. Existem tipos de interacção intergénicos, intragénicos, epistasias, genes que controlam vários factores e factores que são controlados por vários genes, etc...

Adiante.
Sem ter instrução academica que me de um suporte para entrar em debate contigo vou tentar responder com a aprendisagem que tive ao longo dos anos na criação de canários
Essa experiência é mais válida neste momento porque como nunca criei canários não faço ideia alguma do que acontece quando misturas a e b e tu sabes. E só tendo esse resultado prático é que podemos olhar para o resultado, usar a parte teórica e dizer "isto deve ser porque..."
E coloco uma série de questões para tentar perceber qual é a leitura aceite pelso criadores de canários (cor) e tentar perceber dai em que sentido colocar hipóteses, ok?

Portanto vamos lá ver se é desta que revolucionamos a nomenclatura dos canários!

E vamos lá começar a partir do canário selvagem. Do principio, um canário é uma ave verde, que tem, lipocromos (amarelo) e melaninas (preto/castanho).

Podem acontecer duas coisas básicas:

1 - Desaparecem as melaninas > fica o amarelo (temos o que chamam de lipocromos)
2- Desaparecem os lipocromos > ficam as melaninas (temos os melânicos?!?!?)

Aqui surge a primeira questão. O que vocês consideram como lipocromo branco será na verdade a ausência de lipocromo amarelo?

Daqui tens dois tipos possiveis de outras mutações:

a - as que afectam o lipocromo > (basicamente o vermelho?)
b - as que afectam as melaninas > escurecimento, diluição
c - estruturais > o tal factor óptico azul

Analisando uma a uma:

LIPOCROMO

Não tens muita volta a dar:
- ou fixa ou não fixa;
- ou deposita ou não deposita;

Se existem outras de momento não me ocorre, tirando o caso de malhados que é especifico e mais completo (analisamos para ai na Genética Parte X)

MELANINAS

Aqui sim, temos muio pode onde escoher:
- ou produz ou não produz
- negro/castanho
- grau de diluição
- grau de escurecimento
- zona de deposição
- e mais algumas, incluindo várias de desenho (indirectamente)

A lógica diz que algumas mutações APENAS afectam o lipocromo e outras apenas afectam as melaninas.

Dai eu ter várias questões como as que te coloquei...
Nos canários chama-mos a
Albinos - Brancos de olhos vermelhos
Lutinos - Amarelos de olhos vermelhos
Rubinos - Vermelhos de olhos vermelhos

Logo se um albino é um branco de olhos vermelhos facilmente se distingue de um Lutino, porque não existe branco lutino...
O rubino como o albino e o lutino são aves com uma determinada caracteristica ou factor neste caso o factor ino que é os olhos vermelos...
Eu sei, mas não percebeste.
A minha questão era o que acontece quando tens um lipocromo branco e o juntas com um lutino? Qual ganha?
São independentes, como tal podem ser combinadas e quando se combinam o branco (ausência de lipocromo) deverá "esconder" o lipocromo amarelo do lutino, mas manter a ausência de melaninas. Dai, visualmente iria esperar que este fosse igual a um albino? Isso acontece?
porque não existe branco lutino...
Não existe ou não o identificas visualmente? A minha dúvida é para perceber isso, esta questão permitiria perceber a base da coloração lipocrómica.
Sem duvida, os alelos são o par de genes correspondente ao mesmo caracter e situados no mesmo Locus em cada um dos cromossomas homologos.


Pois é, só que se isto é o resultado de alelos então tem que ser trabalhado de uma forma TOTALMENTE diferente já que existe sempre uma segunda relação (entre alelos). E deixas de aplicar directamente as leis de Mendel a vários destes acasalamentos.
Tem que se compreender que as cores melanicas resultam da combinação de dois factores melanina/lipocromo
Verde-negro/amarelo
Azul-negro/branco
Tu próprio fizeste a relação...
Um azul nunca "tem" amarelo, será sempre branco devido ao factor óptico. Mas as melaninas não são afectadas. Dai termos duas linhas distintas. No meu entender o que tu tens é uma repetição genética em duas séries (verde e azul) que originam a base lipocromica e branca (ausência de lipocromo). Mas neste caso não é um combinação, o branco seria sempre um azul sem melaninas? È isso que ainda não percebi. Provamelmente existe um branco não azul (sem lipocromos e sem melaninas) e um branco azul ("sem" lipocromos mas com melaninas). Isto acontece mesmo ou é apenas um resultado da vossa divisão em linha lipocromica e melânica?
Ou seja se acasalas um canário verde com um branco vais ter Azuis...
AH, finalmente alguém que confirma na prática esta questão.
Ou seja, eu pego num canário verde (negro-amarelo), acasalo com um lipocromo branco e tenho negros-azuis????) Em que percentagem?
É que se é assim então isso significa que estamos perante o mesmo azul na linha lipocromica e melânica!! E os lipocromos são Azuis sem melaninas (possivelmente devido a um factor combinado?)

Vê lá o que dizes senão tens os italianos todos à perna por revolucionares a genética de canários... (eu sou dos exóticos por isso não faz mal!!)

Um abraço,
Ricardo M.
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PaulojpFernandes
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Genética

8) Olá a todos,

Boas Ricardo,
1 - Desaparecem as melaninas > fica o amarelo (temos o que chamam de lipocromos)
2- Desaparecem os lipocromos > ficam as melaninas (temos os melânicos?!?!?)
Penso que não é bem assim porque se por um lado consegues fazer desaparecer as melaninas, por outro lado como os melanicos são sempre a mistura dos dois factores ou seja nunca consegues fazer desaparecer na totalidade o lipocromo porque nos melanicos embora extriormente vejas realmente a cor melanica quer seja ela negra ou castanha no interior ou seja a cor de fundo será sempre branca ou amarela intensa ou nevada...
Daí que se calhar "penso eu de que" a melhor maneira para fazer a nomenclatura dos canários seria partir como base a cor de fundo :wink:
Cor de fundo branca intensa
Cor de fundo branca nevada
Cor de fundo amarela intensa
Cor de fundo amarela nevada
E depois os que levam coloração artifcial
Cor de fundo vermelha intensa
Cor de fundo vermelha nevada

Estas-me a arranjar um 31 jeitoso :wink:
Aqui surge a primeira questão. O que vocês consideram como lipocromo branco será na verdade a ausência de lipocromo amarelo?
Pois é, sabendo que todas as novas raças de canários de cor diferentes do "tipo selvagem" resultaram de mutações (alterações quimicas na constituição do ADN do gene responsável pela alteração) passando a haver um alelo mutante que introduz alterações signifcativas no fénotipo do canário, com excepção do Isabel e das "Hibridações" como é o caso do Cardinalito da Venezuela que veio introduzir o factor vermelho e o factor mosaico...Serão na verdade mutações que até na estado selvagens podes encontrar...
Daqui tens dois tipos possiveis de outras mutações:
a - as que afectam o lipocromo > (basicamente o vermelho?)
b - as que afectam as melaninas > escurecimento, diluição
c - estruturais > o tal factor óptico azul

a-o vermelho e o mosaico resultantes das tais Hibridações e também o nevadismo
b-exactamente os quatro melanicos classicos agrupam-se em oxidados e os diluidos
c-não é mais nem menos que o resultado da mistura do cruzamento de dois canários com caracteres diferentes resultando uma combinação intermédia o tal factor Co-dominante...
A minha questão era o que acontece quando tens um lipocromo branco e o juntas com um lutino? Qual ganha?
Se for um branco dominante ganha o branco sendo nesre caso uma dominancia incompleta porque vão aparecer aves brancas com o bordo das remiges amarelas
Se for branco recessivo ganha o amarelo porque tem dominancia perante o Branco que neste caso é recessivo
Ou seja, eu pego num canário verde (negro-amarelo), acasalo com um lipocromo branco e tenho negros-azuis????)
Negro/Branco, o factor Azul é factor optico da melanina que devido á reflexão da luz na superficie das penas, devido a uma determinada estrutura da pena nomeadamente barbas mais densas e barbulas mais serradas a tal Co-dominancia...
O branco neste caso vem de tais mutações já fixadas na cor de fundo da pena, e não do factor optico...
Portanto penso que o branco não será o Azul sem melanina :o

Saudações

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Paulo Jorge
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Genética Parte III

Paulo,
Estas-me a arranjar um 31 jeitoso
Quem é amigo, quem é?
Penso que não é bem assim porque se por um lado consegues fazer desaparecer as melaninas, por outro lado como os melanicos são sempre a mistura dos dois factores ou seja nunca consegues fazer desaparecer na totalidade o lipocromo
Sim, essa é a minha primeira objecção à forma como dividem a nomenclatura dos canarios em lpocromos e melânicos. Por isso se reparares escrevi os pontos de interrogação:
2- Desaparecem os lipocromos > ficam as melaninas (temos os melânicos?!?!?)
A questão base é que tens uma ave original que, por essa definição é melânica (tem melaninas e lipocromos). Se dai resulta uma linha de aves UNICAMENTE lipocrómica então algo fez desaparecer as melaninas certo? E isso o que é? Uma mutação única ou várias? (Dúvida 1)

Pessoalmente sem perceber nada disto, acho que a melhor forma seria partir da base lipocromica abrindo depois as várias possibilidades melânicas em combinação.
Pois é, sabendo que todas as novas raças de canários de cor diferentes do "tipo selvagem" resultaram de mutações (alterações quimicas na constituição do ADN do gene responsável pela alteração) passando a haver um alelo mutante que introduz alterações signifcativas no fénotipo do canário, com excepção do Isabel e das "Hibridações" como é o caso do Cardinalito da Venezuela que veio introduzir o factor vermelho e o factor mosaico...
Sim, o que eu estou a tentar perceber é quais são essas alterações e o que fazem, SOZINHAS na ave verde original percebes? Isso é que me parece que não está bem esclarecido para muitos criadores e seria o primeiro passo para compreender a genética dos canários.
Mesmo sendo hibridações, o mosaico e o vermelho têm uma base genética, poderão ser transmissíveis de forma isolada ou não. Em principio serão causadas por mais do que um gene, o que nos levaria a um outro campo da genética, mas também não deixam de poder ser encaradas como "mutações" ou mais exactamente seriam alterações do património genético original.
Serão na verdade mutações que até na estado selvagens podes encontrar...
Sim, mas ai encontrarias apenas UMA, muito dificilmente encontrarias uma combinação de mutações!! No caso dos canários de cor actuais, raramente encontras uma sozinha...
Como é que cada uma funciona sozinha? (Dúvida 2)
a-o vermelho e o mosaico resultantes das tais Hibridações e também o nevadismo
b-exactamente os quatro melanicos classicos agrupam-se em oxidados e os diluidos
c-não é mais nem menos que o resultado da mistura do cruzamento de dois canários com caracteres diferentes resultando uma combinação intermédia o tal factor Co-dominante...
Não percebeste o que estava a dizer:

Quanto a mim sobre o canário original iremos encontrar alterações de 3 tipos:
a - as que afectam o lipocromo > (basicamente o vermelho?)
b - as que afectam as melaninas > escurecimento, diluição
c - estruturais > o tal factor óptico azul
Não estou a contemplar nem os hibridos (pelo que já referi) nem o caso de nevado/intenso que são alterações de estrutura da pena - também afectam a cor, mas têm uma transmissão independente da cor em si)

Porque dizes que o nevadismo afecta o lipocromo? (Dúvida 3)
Porque dizes que o azul é uma combinação e não uma mutação simples? (Dúvida 4)
Se for um branco dominante ganha o branco sendo nesre caso uma dominancia incompleta porque vão aparecer aves brancas com o bordo das remiges amarelas
Pode fazer sentido porque vais ter um factor que altera e (inibe o lipocromo?) e outro que, em teoria inibe completamente as melaninas (ino).
Coloco a mesma questão para o amarelo, já sei que no caso do branco dominante este resulta branco, mas porque é que o lipocromo amarelo fica amarelo? Terá que eliminar as melaninas das penas certo? (Dúvida 5)
Se for branco recessivo ganha o amarelo porque tem dominancia perante o Branco que neste caso é recessivo
Tudo bem, mas e se o branco recessivo for homozigótico? Se tiveres um branco recessivo + lutino? (Dúvida 6)
O branco neste caso vem de tais mutações já fixadas na cor de fundo da pena, e não do factor optico...
Mas como é que sabes isso? Algumas vez viste um azul com lipocromos? Uma das caracteristicas desse factor óptico é que altera a visualização do lipocromo, não apenas das melaninas (por isso os amarelos passam a brancos; os vermelhos/laranjas a salmão ou branco; a melanina preta mantém-se mas a castanha também sofre alguma alteração de tonalidade.
Porque é que o fundo branco é diferente e não uma consequência do factor azul? (Dúvida 7) É que isso acontece em várias espécies!

Não será dificil de demonstrar, tem é que ser feito como verde original PURO.

Cumprimentos,
Ricardo M.
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