Sendo assim com este cruzamento realmente não se coloca a situação de ligação ao sexo.Macho cardinalito clássico x cardinalita dupla diluida = 100% crias, dos dois sexos, diluidas
Macho duplo diluido x clássica = 100% crias, dos dois sexos, diluidas
Mas também fica claro que não é dominante simples, nem co-dominante, mas sim dominante aditiva (presumo pelo que foi dito que estes diluidos que se obtiveram foram diluidos simples, certo?)
Correcto, MAS, neste caso estamos perante sistemas de acção inter-génica que nada (ou muito pouco) têm a ver com os mecanismos de genética que estamos a discutir e a forma como os estamos a abordar.Dominante ligada ao sexo tem a ver com o facto de mutações ligadas ao sexo poderem dominar ou ser dominadas por outras também ligadas ao sexo (ex: ágata e satiné). É nesse sentido que a expressão é usada. Usá-la para o diluido é errado.
Se existe interacção entre o diluido (assumindo como autossómico) com outros factores (ligados ao sexo), podem existir relações de dominância, co-dominância, epistastia, etc, mas INTER-GÉNICAS, o que é algo muito diferente. Por isso acho que nos devemos centrar no diluido "em si".
Acho que o "se" do Pedro do inicio da afirmação está muito bem colocado.Só uma pergunta, se a mutação é efectivamente ligada ao sexo e dominante os três genotipos possíveis serão iguais, ou seja as Fêmeas diluídas e os machos homozigoticos e heterezigoticos serão obrigatoriamente iguais
SE a mutação é DLS então uma fêmea só pode ser Diluida ou não Diluida. Os machos podem ser Diluidos ou Duplo Diluidos mas neste caso são fenotipicamente iguais.
Não. Quando se fala de um factor (intra-génica), Dominância Simples significa precisamente isso (AA=Aa). Aliás o mesmo se coloca com o SE não for DLS. Pelas fotos no link dominante também não pode ser, porque nesse caso não existiam visualmente Duplos dominantes, porque estes eram iguais aos heterozigóticos.O facto de a mutação ser dominante não quer de forma alguma dizer que os homozigóticos são idênticos aos heterozigóticos.
Nesse sentido parece-me mais correcto que seja autossómica co-dominante (dominante aditiva na verdade) porque o que acontece é que o nivel de dilução é parcial nos heterozigóticos (Diluidos M e F) e total nos homozigóticos (duplos diluidos M e F).
Pelo que foi dito (fotos e cruzamento) quer-me parecer que se trata de um factor autossómica co-dominante, mas é uma opinião baseada apenas na interpretação do que foi apresentado e não na experiência.
De qualquer forma parece-me um tópico bastante útil para esclarecer os criadores de cardinalitos e que poderá servir de base a uma análise de outras mutações noutras espécies.
Só uma observação é verdade que mecanismos genéticos semelhantes têm base genética semelhante em espécies próximas, mas a generalização não pode ser feita de forma linear. Isto porque muitas vezes as mesmas mutações têm nomes diferentes para mutações com a mesma base, ou, também, as espécies podem ter bases pigmentárias diferentes que mascaram os efeitos. Isso ficou muito claro com o trabalho do Terry Martin e do Dirk com psitacídeos na uniformização das denominações das mutações. Nos fringilideos e exóticos esse trabalho está muito atrasado e incompleto.A mutação diluida em qualquer "Spinus" e agora até no jaspe é autossómica dominante.
Cumprimentos,


