Boa tarde,
As fêmeas resultantes de um duplo portador (castanho e ágata)são castanhas, ágatas e algumas isabeis (em proporção muito baixa).
Mesmo quando se tem um clássico portador de isabel obtemos fêmeas castanhas e ágatas mas neste caso surgem mais clássicas e isabeis do que castanhas e ágatas.
Há outro aspecto que me esqueci de referir e que me parece importante para provar que o isabel dos cardinalitos é identico ao dos canários e que se transmite da mesma forma:
Cardinalito ágata x canária ágata= 100% F1 ágatas
Cardinalito castanho x canária castanha =100% F1 castanhos
De Cardinalito clássico portador de isabel x canária isabel obtive 1 macho isabel.
Quando diz:
[qDe qualquer forma, mesmo em espécies próximas ou dentro do mesmo género podem existir diferentes formas de transmissão genética ou diferentes mutações com efeitos visuais quase iguais, dai a minha questão.
uote]
Eu diria que, dentro do mesmo género, ou a mutação é diferente(por muito parecida que seja a manifestação visual da mesma) ou então transmite-se de forma identica.
Fora do género mas ainda dentro da familia dos fringilideos só conheço o caso do Carpodacus mexicanus cuja mutação castanha se transmite de forma recessiva não ligada ao sexo (será uma particularidade do genero Carpodacus????)
Apesar disso as mutações no seio da familia dos fringilideos transmitem-se de forma identica. É claro que temos de ter em mente que, por vezes, são atribuidas denominações precipitadas que não correspondem á realiade (normalmente com base apenas no aspecto visual sem se cuidar do aspecto genético).
Isto leva a algumas denominações incorrectas, os exemplos são muito numerosos e vou apenas dar 1.
Nos lugres surgiu uma mutação que se denominou "diluida" (apesar de pouco rigoroso foi este o nome escolhido quando surgiu). Trata-se de uma mutação dominante não letal no estado homozigótico (havendo portanto diluidos e duplos diluidos); com a vulgarização da criação desta mutação alguns criadores menos conhecedores ou menos rigorosos começaram a chamar-lhe pastel e pastel duplo factor. Isto neste momento só causa confusão mas se (prefiro dizer "quando") surgir a mutação pastel nos lugres vamos ter um grande imbróglio terminológico. Neste momento esta mutação foi introduzida em varias espécies entre elas o cardinalito e, consequentemente o canário (jaspe para os espanhois e ametista para os italianos). No canário pode notar.se a diferença existente entre um pastel e um diluido (heterozigoico), essa diferença não é chocante mas existe.
Parece portanto que estamos perante duas mutações diferentes, que se transmitem de forma diferente mas que visualmente são muito parecidas!
Com os melhores cumprimentos
Miguel Isidoro[/quote]


