Olá,
A forma como algumas mudanças aconteceram, as pessoas envolvidas, etc, comento aquelas em que estive presente, aquelas em que votei. O resto, não ma parece que comentar seja correcto, tal como não me parece que seja correcto que outros o façam. Já aprendi que nem sempre as histórias são como as contam e puvir esta ou aquela frase, pode dar ou não sentido a muita coisa...
Leote, foi neste sentido que fiz essa observação. Ou seja, de que quando não sabemos todos os factos alguns comentários podem parecer mais vazios ou sem significado, ou muito parciais, nada mais... Por isso é que não comento normalmente estes assuntos. Isso nada tem a ver com não criticar o que acho estar mal ou deixar de ter opinião, tem a ver sim com o julgar a opinião dos outros. E essa opinião faz sentido consoante o que sabem das situações. Como não sei o que sabem, não comento. Se reparar comento de forma muito diferente algumas opiniões do Pedro por exemplo pois conhecemo-nos pessoalmente à bastante tempo e já debatemos tudo isto dezenas de vezes.
criaram-se prepositadamente ou não clubes para servirem de suporte à nova Federação?
Quando se criou a FOCIP existiram dois problemas base, um dos quais era que os clubes que assumiram querer sair da FPO na altura não o podiam fazer para o vazio, ou seja, era necessário haver algo para onde sairem já que era assumido que a FONP não era opção para a maioria. Em paralelo existia já a ideia de se formar por exemplo o CPE, isso era falado, que eu tenha conhecimento desde 2003/2004 por vários criadores. Em relação aos outros não posso comentar. Os 3 clubes que foram criados serviram como fundadores da FOCIP, aderindo os restantes logo de seguida. Se foram formados de propósito ou não, enfim, uns poderão ter opinião de que sim, no caso particular do CPE não foi isso que aconteceu. Eu pessoalmente fiquei muito mais desiludido por perceber que alguns projectos apenas interessavam a jogar na mesma "cor politica". Neste momento, e falo apenas pelo CPE, o projecto existe e um grupo de pessoas continua a mantê-lo vivo, mas é um pequeno grupo, bom mas pequeno e infelizmente devido a todos estes "desvios" as atenções têm sido desviadas do que era mais importante. Não duvido que existem boas ideias e boas pessoas para dar continuidade, mas é muito mais fácil pegar em casas feitas do que começar a cavar fundações! Especialmente quando 2/3 está interessado em defender e vender a ideia de que é tudo "ilegal" (acho girissimo) e apenas uma "comodidade", feita para criar a FOCIP.
Colocaram-se ou não Direcções em clubes para estes entrarem para a FOCIP?
Não, e aqui não concordo por uma razão muito simples. Alguma direcção não foi democraticamente eleita?? Ou o argumento apenas funciona para um lado? Se pessoas voltaram às direcções porque entendiam haver outros caminhos, enfim tudo bem, mas não é isso a democracia? Não é um direito que os sócios têm candidatar-se? Claro que numa fase de "disputa" as coisas podem ser mal interpretadas e ai é que começam os problemas, as guerras internas, as desconfianças e até mesmo as ameaças como assisti em assembleias gerais. Faz algum sentido? Será que ameaçar as pessoas que vencem uma nova direcção é mais democrático do que essas pessoas pertencerem a uma lista eleita? Ou mais curioso ainda, como acontece em 90% dos casos, andar-se a pedir por favor para conseguir elementos para aguentar mais uns tempos a direcção, listas únicas, eleitas por eles mesmos porque mais ninguém vai votar??
Qualquer instituição que deve o seu surgimento a processos pouco claro, como é que se pode depois vir arvorar em baluarte da mudança?
Mas em que é que o processo foi pouco claro?? 3 associações legalmente constituidas fundaram a FOCIP, em seguida outras associações filiaram-se nesta se acordo com decisões das suas assembleias gerais. Parece-me e sempre me pareceu simples! Podia ter sido diferente? Admito que sim, mas será que era viável algum clube "sair" para algo que não existe? Como é que se explica aos sócios, que vamos sair, para criar algo novo, mas que ainda não existe, nem sabemos quem vai ser?
São estas e outras que levam ao afastamento de muitos criadores.
Não, o que leva ao afastamento dos criadores são outras questões. Haja anilhas e 95% dos criadores estão satisfeitos, haja anilhas e exposição anual e 99% dos criadores estão contentes. Os outros 1% é que são uns chatos de primeira! E esses 1% é que gostavam de ver outra ornitologia.
Querem apostar que muitos criadores não fazem ideia do que realmente se passou e apenas aquilo que lhes contaram? Ainda recentemente sem saberem quem eu era, ouvi comentar que a FOCIP apenas existiu para que os juizes do CPJO continuassem a julgar os passarinhos dos amigos.
Eu disse desde o inicio que por mim deixo de julgar sem problema algum, mas nunca disse que juizes que eram membros do CPJO, porque mudaram de rumo passaram a incompetentes!! Mas existem aspirantes que foram promovidos a aspirante "hoje" e a juiz "ontem", ou é mentira?
porém, temo que isso somente se consiga com uma Federação única e, provavelmente, nova, com uma nova abordagem, novas pessoas, caso contrário estaremos sempre a mudar de visual, mas o conteúdo será o mesmo.
Sim, venha ela, venham as pessoas... Eu por mim nunca estranhei nem olhei de lado novas ideias. Sempre as apoiei, aliás mesmo quando mais tarde vim a descobrir que não o mereciam. O problema é que a estrutura está demasiado enraizada e as pessoas demasiado "envolvidas" para que mude assim. Infelizmente!
Já disse que não concordo com muitas coisas e gostaria de uma ornitologia MUITO diferente, mas como é o que temos entendo que devo enquadrar-me e envolver-me (ou não) de acordo com os meus principios, nada mais que isso. O que os outros fazem é com eles.
Um exemplo muito simples e que compreende certamente. A AOA não é filiado em nenhuma federação, é por isso que lhe chamam ilegal? Então porque é que os clubes da FOCIP são ilegais, a FOCIP ilegal, não existem etc? Faz sentido?
Se os seus associados quisere juntar as aves deles, numa exposição qualquer e decidirem que querem que seja o "presidente da junta" a escolher os melhores qual é o mal? Estão no seu direito ou não? Só vai quem quer! Então porque é que uma pessoa que o actual presidente da FPO em 2003 entendeu que TINHA que ser nomeado e proposto para a OMJ, era essencial ser ele, porque se recusou a abandonar o CPJO e seguir outra "linha", se recusou a abandonar os seus principios, poucos meses depois passou a ser considerado incompetente? Faz sentido?
Como eu não me esqueço dessas coisas e estava lá, foram comigo, não mas contaram nem as ouvi dizer, posso ter a minha opinião sobre as pessoas e simplesmente recusar-me a estar em determinadas estruturas.
Apenas critico quando se tomam atitudes que prejudicam claramente terceiros e os impedem de praticar a sua livre escolha! Eu optei por ficar no CPJO, e participar com um certo projecto federativo, não andei a fazer campanhas para acabar com as outras federações, nem a desacreditar outras instituições ou as capacidades de terceiros. Nem tenho planos maquiavélicos para dominar o mundo
Cumprimentos,